- Autoridades de Ciudad Juárez, no México, encontraram um crematório com 383 corpos acumulados desde 2020.
- A descoberta ocorreu em 26 de junho, após a falha de serviços contratados por funerárias locais.
- O proprietário do crematório e seu assistente foram detidos.
- Familiares, como Norma Guardado Meraz e Javier Ramírez, buscam identificar os restos mortais de seus entes queridos.
- A situação reflete uma crise no sistema forense mexicano, sobrecarregado pelo aumento de mortes relacionadas ao crime organizado.
As autoridades de Ciudad Juárez, no México, descobriram um crematório com 383 corpos armazenados, acumulados desde 2020. A situação veio à tona após a falha nos serviços contratados por funerárias locais. O proprietário do crematório e seu assistente foram detidos.
Familiares de vítimas, como Norma Guardado Meraz e Javier Ramírez, buscam respostas sobre a identidade dos restos mortais de seus entes queridos. Guardado Meraz esteve na Promotoria de Chihuahua, temendo que entre os corpos estejam os de seus familiares. Sua mãe, María Nieves Meraz, faleceu há três anos e foi cremado em uma das funerárias que subcontratou o crematório.
A descoberta ocorreu em 26 de junho, quando policiais municipais encontraram um carro funerário com dois corpos e outros cadáveres empilhados em uma sala do crematório. O promotor César Jáuregui informou que os corpos acumulados indicam que o crematório Plenitud não cumpriu os serviços contratados por seis funerárias. Até agora, 27 corpos foram identificados, e os familiares estão sendo contatados.
Crise no Sistema Forense
O caso evidencia a crise no sistema forense mexicano, sobrecarregado pelo aumento de mortes relacionadas ao crime organizado. Jáuregui destacou que os responsáveis pelo crematório provavelmente não tinham capacidade para gerenciar o volume de corpos, mas continuaram aceitando restos mortais.
As autoridades ainda não confirmaram se os corpos pertencem a vítimas de violência criminal. A situação em Ciudad Juárez reflete um problema mais amplo no México, onde a falta de infraestrutura forense resulta em um acúmulo alarmante de cadáveres não identificados. A Promotoria promete uma investigação minuciosa e incentiva mais pessoas a se apresentarem para buscar respostas.
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