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Descoberta nova espécie de réptil voador a partir de osso de 200 milhões de anos

Nova espécie de pterossauro revela ecossistema tropical rico em vertebrados no Arizona, antes da Era dos Dinossauros.

O novo pterossauro foi chamado de Eotephradactylus mcintireae, que significa 'deusa do amanhecer com asas de freixo' (Foto: Smithsonian/BBC)
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  • Cientistas identificaram uma nova espécie de pterossauro, Eotephradactylus mcintireae, com 209 milhões de anos, no Arizona.
  • A descoberta foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences e revela um ecossistema tropical anterior à Era dos Dinossauros.
  • A mandíbula do pterossauro foi encontrada em 2011, mas técnicas modernas confirmaram sua classificação como nova espécie.
  • O local da descoberta, no Parque Nacional da Floresta Petrificada, continha 16 espécies de vertebrados, incluindo sapos primitivos e tartarugas antigas, sem a presença de dinossauros.
  • Os dentes do Eotephradactylus mcintireae indicam que se alimentava de peixes, contribuindo para o entendimento da evolução dos vertebrados.

Cientistas identificaram uma nova espécie de pterossauro, Eotephradactylus mcintireae, com 209 milhões de anos, no Arizona. A descoberta, publicada na revista *Proceedings of the National Academy of Sciences*, revela um ecossistema tropical anterior à Era dos Dinossauros.

A mandíbula do pterossauro foi encontrada em 2011, mas técnicas modernas de escaneamento confirmaram sua classificação como uma nova espécie. O nome da criatura, que significa “deusa do amanhecer com asas de cinza”, faz referência às cinzas vulcânicas que preservaram seus ossos em um antigo leito de rio.

Ecossistema Antigo

O local da descoberta, no Parque Nacional da Floresta Petrificada, era um ambiente rico em vida, onde 16 espécies de vertebrados coexistiam. Os fósseis incluem não apenas o pterossauro, mas também sapos primitivos e uma das tartarugas mais antigas conhecidas. Dinossauros não faziam parte desse ecossistema, o que é considerado uma peculiaridade.

Os ossos do pterossauro são pequenos e finos, o que dificulta sua fossilização. O paleontólogo Ben Kligman, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, destacou que a preservação dos fósseis oferece uma “foto instantânea” de um ecossistema que existiu há mais de 200 milhões de anos.

Alimentação e Evolução

Os dentes do Eotephradactylus mcintireae indicam que o pterossauro se alimentava de peixes, utilizando suas presas curvas para capturar presas com partes duras. A diversidade de fósseis encontrados sugere um ambiente variado, crucial para a evolução dos vertebrados.

A pesquisa contribui para o entendimento da transição evolutiva de ecossistemas antigos, mostrando grupos de animais que prosperaram ao lado de espécies mais antigas que não sobreviveram ao Triássico. Essa descoberta é um marco na paleontologia, revelando detalhes sobre a vida antes da Era dos Dinossauros.

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