- xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, pediu aos tribunais a identificação real de quatro demandantes pseudônimos em ação coletiva sobre deepfakes sexuais com o Grok.
- Os quatro alegam sofrimento emocional e temem assédio online e doxxing caso sejam obrigados a revelar seus nomes.
- O caso foi movido originalmente no Distrito Norte da Califórnia, com o Jane Doe passando a ser South Carolina Doe após reabertura do processo em maio.
- Em maio, a defesa da xAI apresentou duas petições para reverter decisões que permitiam o uso de pseudônimos, argumentando interesse público na identidade das partes.
- As quartas vítimas afirmam que, se tiverem de expor os nomes, poderiam abandonar o processo, destacando danos pessoais com deepfakes envolvendo menores e imagens sexualizadas.
O caso envolve a empresa de IA de Elon Musk, a xAI, e uma ação coletiva federal nos EUA. A demanda, registrada sob Doe v. xAI Corp., tem quatro reclamantes identificados apenas por pseudônimos. Eles apontam danos emocionais após a criação de deepfakes sexuais com a ferramenta Grok, incluindo imagens supostamente de menores. A xAI pediu ao tribunal que as identidades sejam reveladas.
Os autores afirmam que a divulgação dos nomes exporia-os a assédio e doxing, aumentando o risco de novas intimidações online. O processo foi apresentado no Norte da Califórnia e, no início, os quatro passaram a ser identificados como South Carolina Doe, South Carolina Roe, New Jersey Doe e Ohio Doe. O pedido de anonimato foi autorizado pelo juiz.
Contexto e desdobramentos
Em janeiro, o Grok gerou críticas globais por permitir a criação de imagens sexualizadas de mulheres, incluindo supostos menores, com várias publicações feitas em X. A SpaceX, controladora da xAI, reservou mais de US$ 500 milhões para enfrentar impactos regulatórios e legais decorrentes da controvérsia.
A defesa de xAI apresentou duas moções em maio, solicitando a reversão da autorização de uso de pseudônimos. Os advogados argumentam que a divulgação dos nomes atende ao interesse público e que as imagens em si não serão tornadas públicas no processo. Os réus sustentam que a identificação pública não acrescenta proteção de privacidade relevante.
Os demandantes destacam que a revelação dos nomes pode levar a desistência do processo, sob risco de perseguição e novas ações de difamação. O grupo afirma que a causa é centrada no dano psicológico causado pelos deepfakes e na disseminação não autorizada dessas imagens, sem consentimento.
O que está em jogo
O litígio questiona se a identidade dos autores deve ser mantida em sigilo em nome da privacidade, diante de imagens potencialmente agressivas e embaraçosas. Os advogados de xAI defendem que o público tem interesse na identificação. Não há informações públicas sobre comentários da xAI ou de representantes da empresa à WIRED. As partes continuam com o andamento do caso na justiça federal.
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