- Governo lança, no Rio de Janeiro, o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR‑T da Fiocruz, com investimento de R$ 330 milhões, para produção 100% nacional e acesso pelo SUS.
- Fiocruz passa a fabricar vetores lentivirais no Brasil, fortalecendo a soberania tecnológica e reduzindo dependência do exterior; produção terá laboratórios modulares em contêineres junto a centros de tratamento.
- Tecnologia duoCAR‑T triespecífico, cedida pela Caring Cross, ataca três alvos de células cancerosas; primeiros lotes até julho, estudos clínicos no segundo semestre e registro na Anvisa após demonstração de segurança, eficácia e qualidade.
- Modelo de produção descentralizada aproxima o tratamento do paciente, com a primeira unidade já instalada no Rio e operação próxima para apoiar os estudos clínicos.
- Centro de Desenvolvimento em Saúde da Fiocruz foi inaugurado, com 100 milhões de reais em investimentos para o Hemocentro de Ribeirão Preto e o Instituto Butantan, além de homenagens aos sanitaristas e avanço na valorização da profissão.
O governo brasileiro anunciou a criação de um centro de desenvolvimento e produção de terapias CAR-T 100% nacionais, em parceria com a Fiocruz. O lançamento ocorreu no Rio de Janeiro, neste sábado (23), com investimentos de R$ 330 milhões. O objetivo é oferecer tratamento oncológico avançado pelo SUS.
A produção nacional visa reduzir custos e ampliar acesso. A terapia CAR-T atualmente é cara no exterior (aproximadamente US$ 400 mil por paciente). Com a iniciativa, pacientes do SUS poderão receber o tratamento gratuitamente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel do Brasil como referência regional em terapias avançadas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou o acesso facilitado pela produção local e pelo SUS.
A Fiocruz produzirá vetores lentivirais, componentes essenciais da terapia, que antes dependiam de importação. O laboratório Bio-Manguinhos ficará responsável pela cadeia de suprimentos, fortalecendo soberania tecnológica.
O projeto prevê a duoCAR-T triespecífico, tecnologia transferida da Caring Cross, que ataca três alvos das células cancerígenas. Estudos clínicos começam no segundo semestre e, depois, haverá registro na Anvisa.
Lotes piloto da terapia CAR-T devem sair até julho. A Fiocruz deverá obter aprovação regulatória para uso em larga escala após os testes. O Ministério também investe R$ 100 milhões no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Butantan.
A produção descentralizada acontecerá em laboratórios modulares dentro de contêineres, instalados perto de centros de tratamento. A primeira unidade já opera no Rio de Janeiro e apoiará os estudos clínicos com supervisão da Anvisa.
Além disso, foi inaugurado o Centro de Desenvolvimento em Saúde (CDTS) da Fiocruz, voltado à inovação, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. A estrutura atuará em duas frentes: desenvolvimento de biomoléculas e serviços tecnológicos.
O projeto inclui reconhecimento institucional aos sanitaristas Gulnar Azevedo Silva e Gilney Costa Santos com a entrega da Carteira Nacional de Sanitaristas. Também houve registro em memória de Antônio Sérgio da Silva Arouca.
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