- O Brent atingou US$ 70,35 por barril no pico intradiário, maior nível desde setembro, impulsionado por preocupações com um possível ataque dos EUA ao Irã.
- O Irã é o quarto maior produtor da Opep, com cerca de 3,2 milhões de barris por dia, e o mercado teme danos ao fornecimento caso haja conflito ou fechamento do Estreito de Ormuz.
- O Brent ficou acima de US$ 70, enquanto o WTI dos EUA avançou para US$ 64,58 por barril, ambas as referências em alta de quatro meses.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, tem aumentado a pressão sobre o Irã, com ameaças de ataques e chegada de um grupo naval à região. Analistas citados pela Reuters veem potencial para alta adicional dos preços.
- Analistas do Citi apontam prêmio geopolítico possível de US$ 3 a US$ 4 por barril em cenários de escalada, com previsão de Brent em até US$ 72 nos próximos três meses; também há fatores de produção em Tengiz, no Cazaquistão, e reativação de poços nos EUA após tempestades.
O petróleo Brent voltou a subir nesta quinta-feira (29), alcançando máximas de quatro meses devido a preocupações com um possível ataque militar dos EUA ao Irã, quarto maior produtor da Opep, com cerca de 3,2 milhões de barris por dia. O medo de danos colaterais e do fechamento do Estreito de Ormuz pesam sobre o mercado.
No pico intradiário, o Brent chegou a US$ 70,35 por barril, o menor nível desde o fim de setembro ficou para trás. Já o WTI, referência dos EUA, avançou para US$ 64,58 por barril, alta de 2,17%, também atingindo o maior valor em quatro meses.
Trump intensificou a pressão sobre Teerã, com ameaças de ataques militares e a presença de um grupo naval norte-americano na região. A Reuters, citando fontes, informou que Washington avalia opções que vão desde ataques a forças de segurança até ações contra líderes do Irã.
Geopolítica e valores
Analistas do Citi disseram que a possibilidade de confronto elevou o prêmio geopolítico dos preços. Em nota, estimaram que o preço do Brent pode subir R$ 3–4 por barril, com cenário de alta até US$ 72 nos próximos três meses em caso de escalada.
O mercado acompanha ainda o restabelecimento gradual da produção no campo Tengiz, no Cazaquistão, após incêndios elétricos. A produção deve retornar ao normal em uma semana, segundo informações oficiais, reduzindo impactos de curto prazo.
Nos EUA, o maior produtor de petróleo e exportador de gás natural liquefeito, poços de petróleo e gás começaram a retornar à atividade após interrupções causadas pela tempestade Fern. Operações foram interrompidas no fim de semana por frio extremo.
Embora o fator geopolítico permaneça como motor principal, analistas destacam também impactos de eventos não planejados. Interrupções no Cazaquistão e nos EUA contribuíram para movimentos temporários de preços, segundo especialistas.
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