- A ANP informou à Petrobras que a retomada da perfuração na Foz do Amazonas depende do cumprimento de novas condições técnicas.
- A principal exigência é a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração, com evidências da troca em até cinco dias após a instalação da última junta.
- A Petrobras terá que revisar o Plano de Manutenção Preventiva e reduzir o intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros sessenta dias.
- Também é necessário que as juntas do tubo de perfuração reserva sejam utilizadas apenas após certificados de conformidade que comprovem inspeção ou reparo conforme normas.
- A ANP realiza auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a segunda-feira passada, em meio ao episódio de vazamento de fluido de perfuração ocorrido em 6 de janeiro.
A ANP informou à Petrobras que a retomada da perfuração de um poço exploratório na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, depende do atendimento a novas condições. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 4, após a paralisação ocorrida no dia 6 de janeiro, em razão de vazamento de fluido de perfuração.
Segundo a Petrobras, o episódio envolveu a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, no bloco exploratório FZA-M-059. A empresa assegurou que a sonda e o poço permanecem em condições seguras e que não há risco à operação de perfuração.
A ANP estabeleceu condições para a continuidade das atividades, incluindo a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração, ligado ao tubo que conduz a broca entre o fundo do mar e a sonda. A medida precisa ser implementada com evidências da troca em até cinco dias após a instalação da última junta, acompanhada de análise de conformidade.
Outra exigência é a revisão do Plano de Manutenção Preventiva, com redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias. A agência também determinou que as juntas do tubo de perfuração reserva só sejam utilizadas após certificados de conformidade.
A ANP informou ainda que realiza auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a última segunda-feira, 2, para verificar a conformidade com as normas aplicáveis. A Petrobras foi contactada, mas não respondeu até o fechamento desta edição.
Contexto: a ANP mantém fiscalização sobre operações na região, dada a sensibilidade ambiental da Foz do Amazonas e as preocupações de comunidades indígenas e ambientalistas. A agência ressalta a necessidade de cumprir rigorosamente os padrões de segurança e os limites de toxicidade dos materiais usados.
Petrobras: a empresa declarou, em janeiro, que adotou medidas de controle e notificou os órgãos competentes, informando que houve perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares e que não há danos à sonda nem ao poço. A estatal afirmou que a operação permanece sob condições seguras.
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