- O sistema elétrico de Cuba sofreu mais um apagão parcial nesta quarta-feira, afetando aproximadamente 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do leste: Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo.
- A interrupção teve como causa uma linha de alta tensão de 220 quilovolts em Holguín, que desligou de forma repentina, levando ao fechamento da usina termelétrica Felton e de outra central e de uma subestação na mesma região.
- Este é o segundo apagão parcial em pouco mais de quatro meses, em meio a uma grave crise energética agravada pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos.
- A situação está relacionada a problemas crônicos da infraestrutura elétrica cubana, com outra interrupção parcial registrada em outubro por sobrecarga.
- A Unión Eléctrica informou que está verificando as causas do incidente; especialistas citam subfinanciamento crônico do setor como fator central da crise.
O sistema elétrico nacional de Cuba registrou nesta quarta-feira (4) um apagão parcial que afetou cerca de 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do Leste: Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo. A ocorrência foi atribuída a uma linha de alta tensão de 220 kV em Holguín, que desligou de forma súbita.
A interrupção abriu caminho para o fechamento da usina termoelétrica Felton, a maior geradora do Leste, bem como de outra central e de uma subestação na mesma província. A União Eléctrica, empresa estatal, ainda está verificando as causas.
Este é o segundo apagão parcial em pouco mais de quatro meses e ocorre em meio a uma crise energética grave, agravada pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos. A situação é associada a problemas crônicos da infraestrutura elétrica cubana.
Entenda a crise energética
Desde meados de 2024, a ilha enfrenta quedas diárias de energia que superam 20 horas em várias cidades. Em 31 de janeiro, o país registrou o maior apagão desde o início da divulgação de estatísticas, com 63% da população sem energia simultaneamente.
Sete das 16 usinas termelétricas, representando cerca de 40% da geração, estão fora de operação por avarias ou manutenção, incluindo duas das três maiores. Desde janeiro, não há, porém, números diários oficiais sobre centrais inoperantes por falta de combustível.
Especialistas independentes apontam subfinanciamento crônico como a raiz da crise. Estimativas sugerem entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões para estabilizar o sistema elétrico.
Os apagões afetam a economia, que já recuou mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais. Eles também têm sido um componente-chave dos protestos ocorridos nos últimos anos.
Panorama internacional e petróleo
Ontem, o porta-voz da ONU informou que Antonio Guterres está extremamente preocupado com a situação humanitária em Cuba, que pode piorar caso as necessidades de petróleo não sejam atendidas. A suspensão de envio de petróleo venezuelano ocorreu após o sequestro de Nicolás Maduro no início de janeiro.
O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva que permite tarifas sobre países que vendam petróleo para Havana. O mandatário afirmou ter iniciado diálogo com Cuba e prevê acordo futuro.
Entre na conversa da comunidade