- Exportações de petróleo a partir da ilha de Kharg aumentaram, mesmo com a guerra, segundo a agência Isna.
- Kharg costuma expedir cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã.
- A ilha ganhou relevância desde a ofensiva dos EUA e de Israel iniciada em 28 de fevereiro.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir a ilha se não houver acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.
- Em 13 de março, os EUA afirmaram ter bombardeado alvos na ilha, sem atingir infraestruturas petrolíferas; autoridades iranianas indicaram a possibilidade de ataque terrestre, e o navio de ataque anfíbio USS Tripoli chegou à região na semana passada.
As exportações de petróleo do Irã a partir da ilha de Kharg aumentaram, mesmo com a escalada do conflito na região. A informação foi veiculada neste sábado pela imprensa iraniana.
A agência Isna, citando Musa Ahmadi, chefe da Comissão de Energia do Parlamento, afirmou que as exportações não apenas não recuaram, como teriam tido alta nos últimos dias. Kharg é um polo estratégico da indústria do país.
Kharg fica a cerca de 30 quilômetros da costa continental e a 500 quilômetros a oeste do Estreito de Ormuz, ponto crítico para as vendas externas de petróleo iraniano em condições normais, respondendo por uma parcela expressiva das exportações.
O contexto regional é marcado pela ofensiva de EUA e Israel contra o Irã, iniciada no final de fevereiro. Washington já havia ameaçado destruir a ilha caso não haja acordo para abrir o estreito logo.
No dia 13 de março, os EUA afirmaram ter bombardado alvos militares na ilha, sem atingir infraestrutura petrolífera. Autoridades iranianas sugerem a possibilidade de ataques terrestres para controlar território.
A aviação naval dos EUA reforçou a presença no Golfo com o navio de ataque anfíbio USS Tripoli, anunciado como parte de uma força de cerca de 3.500 militares, conforme o Comando Central (Centcom).
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