- A Vancouver Art Gallery abre neste mês a exposição That Green Ideal: Emily Carr and the Idea of Nature, destacando paisagens de British Columbia.
- A mostra utiliza principalmente obras da coleção do museu, a mais abrangente do mundo de Carr, ampliando uma mostra anterior curada por Richard Hill.
- O curador Richard Hill ressalta que Carr foi uma pintora modernista de paisagens pouco reconhecida, que enfrentou preconceitos por ser mulher e por viver isolada do meio artístico.
- A exposição traz diários da artista, além de obras em papel — incluindo desenhos a carvão que serão exibidos em grande parte pela primeira vez — com troca de exibição no meio da mostra para reduzir a exposição à luz.
- O conteúdo também examina críticas sobre a relação de Carr com culturas indígenas, explorando as influências do modernismo, do primitivismo e de colegas como Lawren Harris e Marius Barbeau.
A Vancouver Art Gallery inaugura neste mês a mostra That Green Ideal: Emily Carr and the Idea of Nature, dedicada aos paisagens de Emily Carr e à relação entre a artista e a natureza de British Columbia. A exposição reúne grande parte das obras do acervo do museu, considerado o mais completo do mundo sobre Carr, ampliando o que já foi apresentado em uma mostra anterior.
A curadoria destaca a trajetória da pintora desde o início de seu estilo em França, passando pela passagem pela Haida Gwaii em 1912, onde produziu aquarelas e telas que mesclam formação francesa e referências aos Totens e aos sítios indígenas. A mostra também aborda a retomada da carreira de Carr em 1927, após reconhecimento do Groupe des Sept et participação em exposições nacionais.
A montagem da exposição enfatiza a paleta de afinidade com o Fauvismo e a visão de natureza como espaço de transcendência, tema recorrente em seus diários, parte do material exposto. Parte das peças em papel, mais sensíveis à luminosidade, será apresentada em momentos programados para preservação.
Acervo e formato de exibição
A mostra investiga obras em papel de Carr, frequentemente pouco expostas, incluindo desenhos em carvão. O público poderá conhecer quase toda a produção sobre esse suporte ao longo do percurso expositivo, com substituições no meio da mostra para reduzir a exposição à luz.
Contexto crítico e legado
A curadoria também aborda debates recentes sobre a presença de elementos de cultura indígena na natureza delineados pela artista. O conjunto analisa influências do Modernismo francês, de Lawren Harris e de Marius Barbeau, e como isso moldou a percepção de Carr sobre espaço e natureza.
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