- O Projeto Leonilson lançou o livro Leonilson: Diários de Uma Voz – Trechos Transcritos, com 232 páginas e preço de 100 reais.
- Reúne o conteúdo de 19 fitas cassete gravadas pelo artista entre 1990 e 1993, seus três últimos anos de vida.
- Naquele período, Leonilson convivia com o HIV, que o levou aos 36 anos, mas o cotidiano, a arte, as amizades e a esperança aparecem nas transcrições.
- A edição organiza a fala a partir de seis temas: Nada direi, tudo direi; Um artista com fogo nas mãos; Costura da solidão; A visão exterior; Anjos da guarda; e As bordas da dor.
- O Projeto Leonilson reúne cerca de quatro mil trabalhos e já realizou pelo menos 650 exposições, sendo um exemplo relevante de gestão de legado artístico no Brasil.
O Projeto Leonilson lançou no mês passado o livro Leonilson: Diários de Uma Voz – Trechos Transcritos, com 232 páginas e preço de 100 reais. A obra reúne o conteúdo de 19 fitas cassete gravadas pelo pintor, desenhista e escultor cearense José Leonilson (1957-1993) entre 1990 e 1993, período final de vida em que enfrentou o HIV.
A edição transforma a fala em texto, preservando silêncios e a tonalidade das gravações. O artista comenta, por exemplo, que fala muito quando está gravando. O material mantém a franqueza das falas sobre cotidiano, arte, amizades, amor, esperança e desalento.
A seleção, organizada por João Anzanello Carrascoza, estruturou o conteúdo a partir de seis temas: Nada direi, tudo direi; Um artista com fogo nas mãos; Costura da solidão; A visão exterior; Anjos da guarda; e As bordas da dor. Cada tema aparece em pequenos cadernos impressos em folhas A4 dobradas ao meio, com ilustrações simples.
Conteúdo e formato
O livro reúne as falas gravadas entre 1990 e 1993, trazendo a expressão direta do artista em formato impresso, com organização temática que facilita a leitura em continuidade. A obra é apresentada como objeto de arte e serve para preservar o legado de Leonilson.
Contexto e legado
O Projeto Leonilson mantém ativo o legado do artista, com um acervo de cerca de 4 mil trabalhos e mais de 650 exposições realizadas, segundo material de divulgação. A iniciativa é apontada como um dos exemplos mais bem-sucedidos de gestão de acervos artísticos no Brasil.
Publicado na edição n° 1401 de CartaCapital, em 25 de fevereiro de 2026. Este texto acompanha a edição impressa de CartaCapital sob o título Leonilson em seus três anos finais
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