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TEFAF Maastricht aposta no século XX para ampliar sua visão

Tefaf Maastricht amplia o foco moderno, com mais fotografia e arte do século XX, enquanto lida com turbulência gerencial e aproxima novas galerias

Staples at Tefaf Maastricht, such as this 17th-century Dutch paintng, are being joined by more photography and other contemporary art for this year’s edition
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  • Tefaf Maastricht, de 14 a 19 de março, mantém seu formato tradicional com 276 expositores, incluindo duas áreas para museus e lounges, além de novidades no floorplan.
  • A feira amplia a participação de fotografia e arte do século XX, destacando obras de Mapplethorpe, uma mostra conjunta de mapas antigos com cityscapes de Sohei Nishino e propostas de galerias jovens em um espaço dedicado chamado Showcase.
  • Destaques históricos passam por peças de milênios, como uma jarra neolítica chinesa (ca. 2200 a.C.–2000 a.C.) e uma estela mortuária grega, além de um papiro médio-égipcio (século xii a.C.) em exposição por João Günther Rare Books, com valores estimados e divulgados.
  • Entre as artes do período áureo, há obras de Jacob Jordaens recuperadas de furto Nazista, além de uma gravura de Adriaen van Salm com tema de baleeiros no Ártico, e uma pintura de Gauguin apresentada pela galeria Erdmann, com preço estimado próximo a milhões de dólares.
  • Ancorando a presença contemporânea e moderna, galleristas como Lyndsey Ingram e Alison Jacques mostram obras de Frankenthaler, surrealistas e artistas atuais, reforçando a estratégia da feira de atrair galerias modernas junto a peças históricas, apesar das mudanças na gestão.

A TEFAF de Maastricht mantém o ímpio equilíbrio entre Velhos Mestres e obras modernas, em um contexto de volatilidade de mercado. A edição deste ano recebeu mais peças do século 20, sem abandonar o acervo clássico que amplia o diferencial do evento.

Apesar de turbulências na gestão, o salão segue firme com 276 expositores, incluindo cinco stands compartilhados. O formato permanece inalterado: o piso principal abriga a maior parte das peças, enquanto o mezzanine recebe museus, lounges e restaurantes.

A curadoria, sob a direção de Dominique Savelkoul no ano passado, enfrentou mudanças e desocupou o cargo antes de completar o ciclo. Hoje, a equipe interna permanece estável, segundo dealers e participantes, que destacam a importância de reforçar a liderança.

Novo fôlego para o Old Master

O tema deste ano privilegia a fotografia como parte central do conjunto, não apenas como complemento. Entre os destaques estão Mapplethorpe em foco e combinações de mapas antigos com imagens modernas de Sohei Nishino.

Entre as joias de 4.000 anos, destaca-se uma jarra de cerâmica neolítica da China (ca. 2200-2000 a.C.), com preço estimado em £120 mil. Também aparece uma estatueta egípcia do Médio Reino, avaliada em €38 mil.

Peças de arte antiga incluem uma gravura egípcia em estilo iconográfico e uma estela funerária grega, valorizada em cerca de £280 mil. Além disso, uma coleção de oito tourmalinas, com uma pedra de 68,85 ct, integra a linha de joias de designer Margot McKinney.

Destaques e novidades no salão

Entre as pinturas holandesas, destaca-se uma obra recém restituita de Jacob Jordaens, The Return of the Holy Family from Egypt, de cerca de 1613, trazida pela Pelgrims de Bigard. O vendedor estima o preço abaixo de €800 mil.

Outra peça relevante é uma grisaille de Adriaen van Salm, com cenas de baleeiros no Ártico, estimada em €300 mil, conectando temas históricos a eventos atuais. Um Gauguin de 1886, vindo de coleção suíça, está entre as aquisições da nova galeria Larkin Erdmann, com preço por definir.

Na seção de obras sobre papel, destaca-se Degas Volcán, de 1890-92, com valor próximo de US$ 450 mil, e um desenho de Bandinelli da Renascença, valorizado em torno de US$ 85 mil. A presença de Bandinelli marca a recuperação de artistas menos lembrados ao lado de Donatello.

O evento recebe também nomes novos, como Alison Jacques, que expõe trabalhos históricos de surrealistas e peças contemporâneas, conectando épocas distintas. O interesse do público permanece elevado pela curadoria que une museus, coleções privadas e público qualificado.

Perspectiva e impacto

Boris Vervoordt, presidente do comitê executivo, ressalta a importância de atrair a próxima geração de galeristas para ampliar o público e facilitar a experiência presencial. Em meio à digitalização, o encontro em Maastricht é visto como complemento essencial ao ecossistema de mercado.

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