- Laudo da Polícia Federal aponta que Jair Bolsonaro tem condições de permanecer na Papudinha, em Brasília, mas recomenda melhorias no atendimento de saúde e otimização dos tratamentos por profissionais especializados.
- O documento lista sete doenças do ex-presidente: hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e adersências intra-abdominais.
- O ministro Alexandre de Moraes tornou o laudo público e encaminhou-o à Procuradoria-Geral da República e à defesa, com prazo de cinco dias para manifestação e possível complementação.
- A defesa e familiares vinham defendendo a prisão domiciliar, com destaque para reunião de Michelle Bolsonaro com ministros para sensibilizar o STF.
- Os advogados sustentam que a saúde e a idade tornam o regime prisional inadequado, embora Bolsonaro conte com atendimento médico 24 horas na Papudinha e espaço para atividades ao ar livre; anexos incluem exames e histórico médico.
A Polícia Federal divulgou um laudo sobre a saúde de Jair Bolsonaro (PL) apontando que o ex-presidente tem condições de permanecer na Papudinha, em Brasília. O documento foi tornato público por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Segundo o laudo, existem comorbidades, mas não há necessidade de transferência para tratamento em nível hospitalar no momento. Apesar do controle clínico, o estudo recomenda otimizar os atendimentos e manter protocolos de pronta resposta, com foco na prevenção de complicações cardiovasculares.
O órgão aponta sete doenças entre Bolsonaro, como hipertensão, SAOS grave e obesidade. Também constam aterosclerose, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências abdominais.
Moraes enviou o laudo à Procuradoria-Geral da República e à defesa do ex-presidente, com prazo de cinco dias para manifestação e possíveis complementos.
Definição de prisão domiciliar e pedidos da defesa
A defesa de Bolsonaro tem feito mobilização em favor da prisão domiciliar. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reuniu-se com ministros do STF para tratar do tema, resultando na decisão de manter o ex-presidente na Papudinha.
Advogados destacam a idade de 70 anos e problemas de saúde como fatores que justificam o regime domiciliar, alegando necessidade de acompanhamento médico intenso. Os relatos incluem refluxo, hipertensão, apneia e câncer de pele, além de sequelas da facada de 2018.
A defesa anexou ao pedido de domicílio exames que descrevem o quadro clínico e a necessidade de monitoramento contínuo, com medicações específicas. Também ressaltam a disponibilidade de equipe médica 24 horas e a possibilidade de atividades como banho de sol e exercícios.
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