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Mendonça manda retirar tornozeleira do irmão de Ciro Nogueira

André Mendonça retira tornozeleira do irmão de Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da Compliance Zero, por não haver risco de fuga

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal – Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira.
  • A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, três, no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
  • Raimundo estava sob medidas cautelares desde o início de maio, como uso de tornozeleira, passaporte retido e impedimento de contato com outros investigados; a PF aponta atuação na estrutura da instituição de Daniel Vorcaro.
  • O ministro atendeu ao pedido da defesa e concluiu que não há risco de fuga, autorizando a retirada da tornozeleira.
  • A Polícia Federal aponta Raimundo como administrador formal da CNLF Participações e potencialmente envolvido na aquisição de ações ligadas à Green Investimentos; ele nega qualquer irregularidade.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A decisão ocorreu nesta quarta-feira, 3, e foi divulgada pelo Metrópoles e confirmada pela CartaCapital. A medida faz parte de desdobramento da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.

Nessa fase, a PF mirou o núcleo operacional e financeiro da estrutura da instituição, ligada a Daniel Vorcaro. Raimundo aparece como administrador formal da CNLF Participações e teria atuado na aquisição de ações associadas à Green Investimentos, conforme apurado pelo órgão policial. Ele nega irregularidades e permanece sob investigação.

A operação ocorreu no início de maio. Desde então, Raimundo cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira, retenção de passaporte e proibição de contato com outros investigados. O STF abriu espaço para a defesa, que argumentou não haver risco de fuga, levando à decisão pela retirada da tornozeleira. A defesa de Raimundo não se manifestou até o momento.

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