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Vieira pede quebra de sigilo de empresa ligada aos irmãos de Toffoli

Senador Vieira solicita quebra de sigilos da Maridt Participações, ligada a irmãos de Toffoli, para apurar ligações com fundos do Banco Master e lavagem de capitais

Ministro Dias Toffoli é alvo de críticas após nota do STF não esclarecer pontos sensíveis do inquérito do Banco Master. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
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  • O senador Alessandro Vieira pediu a quebra de sigilos da Maridt Participações, controlada pelos irmãos do ministro Dias Toffoli, por suspeitas de blindagem patrimonial ligada a fundos do Banco Master.
  • O objetivo é obter dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026, além de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
  • A Maridt passou a ser investigada por possíveis ligações com um resort de luxo no interior do Paraná e participação de fundos do Master, com a suspeita de atuação como “laranjas” em estruturas financeiras.
  • Parte da participação no resort Tayayá, avaliada em 6,6 milhões de reais, foi negociada com fundos ligados ao pastor Fabiano Zettel, cunhado do controlador do Banco Master.
  • O requerimento também solicita registros de chamadas, dados cadastrais, localização e conteúdos vinculados a redes sociais e aplicativos de mensagens.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, solicitou a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações. O órgão mira dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026, além de relatórios do Coaf, para apurar ligações com fundos do Banco Master e possível blindagem patrimonial.

A Maridt é controlada pelos irmãos do ministro Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli. A atuação da empresa ganhou holofote após reportagem associar os irmãos a um resort de luxo no interior do Paraná, que teria participação de fundos ligados ao Master. A CPI investiga a possibilidade de os irmãos atuarem como laranjas em estruturas financeiras.

Detalhes e alcance da solicitação

O requerimento pede acesso a movimentações financeiras, contas, investimentos e bens da Maridt e de seus controladores, além de registros de chamadas, cadastros, localização e conteúdos de redes sociais e mensagens. A meta é esclarecer a destinação dos valores e a natureza das operações investigadas pela comissão.

Contexto envolvendo o resort Tayayá

Parte da participação da família no Tayayá, avaliada em 6,6 milhões de reais, teriam sido negociados com fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado do controlador do Banco Master. Documentos indicam que a sede da Maridt funciona na residência do casal José Eugênio e Cássia Toffoli, onde a esposa do engenheiro afirma desconhecer a participação do marido no resort.

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