- A Polícia Federal vai investigar influenciadores por obstrução de Justiça no caso Banco Master.
- A abertura do inquérito foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli.
- A apuração busca entender se publicações pagas em defesa do Master visavam desestabilizar o sistema financeiro após a liquidação extrajudicial do banco, decretada em novembro.
- O foco é verificar se houve desinformação orquestrada e se houve interferência na instrução do processo do Caso Master.
- Produtores de conteúdo afirmam ter sido procurados para difundir a ideia de que a liquidação foi precipitada, com vídeos que repercutiriam a posição da Corte e a ação do Banco Central.
O inquérito da Polícia Federal apura obstrução de Justiça envolvendo influenciadores que teriam sido procurados para gravar conteúdos críticos ao Banco Central no caso Banco Master. A abertura do procedimento foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. A PF busca entender se houve uma articulação para desestabilizar o sistema financeiro após a liquidação extrajudicial do banco, anunciada em novembro do ano passado.
Segundo apuração preliminar, os influenciadores teriam recebido propostas para divulgar mensagens favoráveis ao Banco Master, com a justificativa de que a liquidação ocorreu de forma precipitada. A investigação analisa se as publicações configuraram uma desinformação paga e se houve interferência na tramitação do processo envolvendo o Caso Master.
A PF avaliou o conjunto de postagens para identificar crimes potenciais e solicitou ao STF autorização para aprofundar as investigações. A meta é esclarecer se houve coordenação entre as ações e se elas visaram influenciar decisões do BC e a instrução do caso.
Produtores de conteúdo afirmam ter sido contatados para difundir o argumento de que a liquidação foi injustificada. A informação foi divulgada em reportagens do blog de Andréia Sadi, no portal G1, no início deste mês. Não houve confirmação oficial sobre contratos ou pagamentos até o momento.
O inquérito também analisa se a série de vídeos visava pressionar autoridades e ampliar discussões públicas sobre o tema, sem, porém, confirmar conclusões sobre motivação ou autoria. A PF permanece coletando depoimentos e evidências para esclarecer a natureza das mensagens.
Desdobramentos
Investigações estão em andamento para confirmar origem das publicações, quem executou as ações e qual foi o objetivo estratégico. Não há dados que indiquem participação de instituições oficiais além das já citadas no caso, nem divulgação de novas informações ao público neste momento.
Não houve divulgação de novas etapas ou prazos para a conclusão do inquérito. As autoridades seguem apurando a relação entre as postagens e a liquidação do Banco Master, bem como possíveis impactos no andamento processual.
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