- O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes que a medicação de Jair Bolsonaro é distribuída pela Seção de Cadastro com o auxílio eventual de custodiado do regime semiaberto, como forma de remição de pena, sob supervisão do efetivo policial.
- A distribuição ocorre de forma padronizada, abrange todos os custodiados do Núcleo e é realizada pela unidade de forma controlada.
- A Gazeta do Povo questionou a PMDF sobre a identidade do preso auxiliar e a defesa de Bolsonaro, mas não houve resposta até o momento.
- A PMDF também encaminhou o pedido para que as visitas a Bolsonaro ocorram aos sábados (em vez de quartas e quintas), que ele possa caminhar em um campo de futebol nos fundos da penitenciária e participe das atividades religiosas com outros detentos.
- Bolsonaro tem 70 anos, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, e a pena pode cair para dois anos e quatro meses se o Congresso derrubar o veto do presidente Lula ao projeto de dosimetria.
O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a distribuição de medicamentos ao ex-presidente Jair Bolsonaro envolve a participação de um custodiado em regime semiaberto. A orientação é de que a atividade seja realizada sob supervisão policial.
Segundo o ofício, o custodiado atua como auxílio eventual na Seção de Cadastro da unidade, com a finalidade de remição de pena. A PMDF afirma que a distribuição segue padrão controlado e alcança todos os detentos do Núcleo.
O documento foi encaminhado ao STF na quarta-feira (28). A Gazeta do Povo contactou a PMDF para confirmar o nome do preso e a defesa de Bolsonaro, mas ainda não houve retorno.
A PMDF também solicitou que as visitas a Bolsonaro ocorram aos sábados, ajustando as regras atuais, que preveem visitas às quartas e quintas-feiras. O pedido inclui permitir que Bolsonaro caminhe em um campo nos fundos da penitenciária.
Outra solicitação do ofício trata da participação de Bolsonaro em atividades religiosas com outros detentos e da autorização para atividades físicas, incluindo caminhadas no entorno da unidade.
Bolsonaro, de 70 anos, cumpre pena de 27 anos e 3 meses. A definição de eventual redução depende de eventual aprovação do Congresso sobre o projeto de dosimetria, que pode reduzir a pena para cerca de dois anos e quatro meses.
A saúde do ex-presidente ganhou atenção após uma queda na área da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, que levou ao encaminhamento ao DF Star e a posterior determinação de Moraes para transferência para a unidade “Papudinha”.
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