- Ao menos oito policiais atuais ou ex-policiais de Toronto foram presos em uma investigação que expõe o alcance “corrosivo” do crime organizado na maior cidade do país.
- As acusações indicam que agentes aceitaram propinas, auxiliaram traficantes, divulgaram dados pessoais a criminosos e participaram de um complô para matar um oficial de custódia.
- Mais de quatrocentos policiais de Toronto, York regional e da polícia provincial estiveram envolvidos na operação, iniciada em junho de 2025 após uma tentativa de homicídio contra um oficial da prisão de Toronto.
- Um dos suspeitos é Brian Da Costa, apontado como envolvido em uma operação de tráfico de drogas; foram apreendidos cannabis e fentanyl durante prisões.
- Quatro oficiais foram suspensos sem remuneração; a polícia informou que vai reabrir casos para verificar se houve influência nos desfechos das investigações.
A investigação federal e policial revelou o alcance “ corrosivo” do crime organizado dentro da polícia de Toronto. Ao menos oito agentes atuais ou ex-polícia foram presos, em operação que envolve mais de 400 policiais de Toronto, York e polícia provincial.
Os detidos são parte de um esquema que, segundo as autoridades, incluiu recebimento de propina, auxílio a traficantes, divulgação de informações pessoais e participação em um plano para assassinar um funcionário correicional. A linha de investigação soma crimes graves e violências associadas ao crime organizado.
O início do caso remete a junho de 2025, após uma tentativa de assassinato contra um funcionário de uma prisão de Toronto. Ao longo de 36 horas, suspeitos teriam se reunido na região de York para esse atentado, segundo a polícia.
Situação atual e desdobramentos
A apuração envolve também nove civis, entre eles três acusados de homicídio, além de indivíduos com ligações ao crime organizado internacional. Um dos presos, Brian Da Costa, é apontado como participante de uma operação de drogas de alto nível, com domínio aparente de cannabis e fentanyl.
Entre as acusações estão o repasse de informações protegidas a criminosos, a proteção a traficantes de fentanyl e cannabis, e o roubo de itens de um facility da polícia, como carteiras de motorista, passaportes e cartões de saúde. A investigação aponta falhas sistêmicas na conduta policial.
Os militares de Toronto, York e da polícia provincial somam mais de 30 prisões decorrentes do projeto South. O avanço da operação também apontou envolvimento de uma empresa de guinchos, ligada às redes de violência, com vínculos ao crime organizado.
A polícia reconhece a magnitude do caso e a complexidade da apuração. O chefe da polícia de Toronto, Myron Demkiw, descreve as alegações como profundamente decepcionantes, ressaltando que a instituição não representa seus mais de 8 mil membros.
O caso também resultou na suspensão de quatro policiais sem remuneração. O sindicato da polícia afirmou que garantirá o devido processo aos envolvidos e destacou que não comenta o andamento da investigação.
Entre na conversa da comunidade