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Sheikh que liderou oração em protesto em Sydney contra Herzog acusa polícia

Coalizão muçulmana exige apuração e demissão do comissário de polícia após fiéis serem agarrados durante oração em protesto em Sydney

Police disperse praying Muslims during protests in Sydney – video
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  • Vídeo mostra policiais agarrando homens que faziam oração em frente à Town Hall, durante protesto em Sydney contra a visita do presidente israelense Isaac Herzog; o sheik Wesam Charkawi liderava a oração.
  • Grupos muçulmanos pedem desculpas do governador de New South Wales, Chris Minns, e a resignação do comissário de polícia Mal Lanyon, alegando violência desproporcional.
  • Pelo menos 38 organizações muçulmanas e jurídicas exigem uma investigação independente e responsabilização individual de oficiais que agiram ilegalmente.
  • Charkawi disse que a ação policial foi “desgovernada” e “agressiva”, afirmando ter sentido o ombro quase ser arrancado ao ser puxado.
  • Autoridades afirmam que o protesto precisava ser disperso para manter o afastamento entre os manifestantes e o evento com Herzog; o premiê Minns e o primer-ministro federal Anthony Albanese comentaram o ocorrido.

O que aconteceu: na noite de segunda-feira, manifestantes em Sydney, contrários à visita do presidente israelense Isaac Herzog, foram alvo de intervenção policial. Um grupo de cerca de uma dúzia de homens, liderados pelo Sheikh Wesam Charkawi, ajoelhou-se para uma oração diante da Town Hall. Durante o ato, policiais agarraram membros no limite do agrupamento e os arrastaram pelo chão.

Quem está envolvido: além dos fiéis, a atuação é atribuída a policiais de Nova Gales do Sul. Charkawi descreveu a resposta como violenta e desproporcional. O incidente ocorreu em meio a tensões entre manifestantes, autoridades locais e apoiadores do visitado em um contexto de protesto pacífico.

Quando e onde: o episódio ocorreu na noite de segunda-feira, no centro de Sydney, fora da Town Hall, durante o período de oração do grupo que acompanhava o protesto contra Herzog. O grupo afirmava que a ação policial interrompeu uma prática religiosa sem necessidade.

Por que aconteceu: a polícia afirmou ter atuado para dispersar pessoas que, segundo eles, promoviam uma marcha pelo CBD, proibida por lei local em áreas designadas. Testemunhas relatam que a kelompok apenas orava, sem obstruir vias públicas, o que gerou críticas sobre o uso da força.

Reações e apelos por responsabilização: mais de 38 organizações muçulmanas e de direitos civis pediram a demissão do comissário da polícia de NSW, Mal Lanyon, alegando falhas culturais que teriam permitido o ocorrido. O premier Chris Minns foi alvo de pedidos de desculpas, com cobrança por apuração independente.

Contexto institucional: o grupo de organizações ressaltou que o uso de força contra adoradores em protesto legal e pacífico representa abuso de poder. A coalizão pediu responsabilização individual de agentes que atuaram de forma supostamente ilegal e remeteu a possíveis acusações criminais.

Posicionamentos oficiais: Mal Lanyon defendeu a atuação policial, dizendo ter havido contenção e que o protesto buscava deslocar-se pelo CBD, o que foi considerado inadequado. Minns afirmou que as forças de segurança precisaram manter grupos separados em meio a um grande evento em Darling Harbour.

Observações adicionais: o ato foi acompanhado de declarações públicas de apoio à paz entre comunidades, com ressalvas à violência policial e ao que foi visto como desrespeito a práticas religiosas. O primeiro-ministro Anthony Albanese mencionou a necessidade de esclarecer as circunstâncias.

Fonte e continuidade: autoridades destacaram que a investigação sobre os acontecimentos deve apurar responsabilidades e esclarecer os fatos. O andamento das apurações e eventuais medidas disciplinares deverá ser divulgado pelas autoridades competentes.

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