- A polícia de New South Wales disse que houve falha de comunicação entre oficiais, contribuindo para a dispersão violenta de muçulmanos que faziam a oração ao pôr do sol em frente ao town hall de Sydney, durante protesto contra a visita de Isaac Herzog.
- Um oficial sênior teria concordado em deixar a oração terminar, mas alguns fiéis foram removidos antes que a mensagem fosse repassada.
- O comissário Mal Lanyon pediu desculpas de forma qualificada, afirmando que a ordem de afastamento não tinha objetivo religioso.
- O premier de New South Wales, Chris Minns, rejeitou pedir desculpas e defendeu a atuação policial, citando a necessidade de uma resposta proporcional em meio ao tumulto.
- O protesto foi organizado por grupos pró-Palestina para coincidir com a visita de Herzog; cinco pessoas foram hospitalizadas e nove foram indiciadas, com pedidos pela divulgação de imagens de câmeras corporais.
O protesto contra a visita do presidente israelense Isaac Herzog em Sydney terminou com traumas durante a dispersão de fiéis muçulmanos que faziam uma oração ao pôr do sol próximo ao Town Hall. A polícia afirma que houve falha de comunicação entre os oficiais, o que contribuiu para a violência observada nas imagens.
Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, um oficial de alta patente tinha autorizado que a oração fosse concluída antes de orientar a retirada dos homens. A mensagem não chegou a todos os agentes, e parte dos worshippers foi removida durante a mensagem ainda pendente, causando o embate filmado.
O inspetor-chefe Mal Lanyon pediu desculpas qualificadas, ressaltando que a ordem de retirada não tinha como alvo uma religião específica. O premier Chris Minns manteve postura de apoio à atuação policial e não chegou a pedir desculpas pela ação.
Mudanças de versão e apelos por investigações
Liderança da comunidade muçulmana diz que não houve confirmação de qualquer acordo com a polícia e reivindica esclarecimentos. O sheik Wesam Charkawi afirmou que não deveria haver necessidade de proteção policial durante o ato religioso e pediu uma apuração independente.
Um intermediário presente na negociação, Mahmud Hawila, afirmou que houve um acordo para permitir a conclusão da oração, segundo fontes locais. Hawila também pediu a divulgação de imagens de câmeras corporais para esclarecer o ocorrido e sugeriu medidas como abertura de investigação independente.
Desdobramentos legais e contexto do protesto
O protesto foi organizado por grupos pró-Palestina para coincidir com a visita de Herzog e recebeu ampliação de poderes policiais em razão de um evento considerado de grande porte. Quatro dias de ações viram ações de busca e controle ampliadas em áreas centrais de Sydney e nos subúrbios leste.
Relatos de equipes médicas indicam que bombeados aplicaram contenção ao tentar prestar socorro a feridos, com relatos de agressões durante o atendimento. Cinco pessoas foram encaminhadas a hospital, e nove foram autuadas em decorrência do protesto.
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