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Sócios apontam erro de manobrista de academia em SP após morte em piscina

Donos da C4 Gym afirmam que névoa de cloro, causada por manuseio inadequado do produto, contribuiu para intoxicação que levou à morte de Juliana

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  • Juliana Bassetto, 27 anos, morreu após intoxicação na piscina da C4 Gym; outras seis pessoas foram hospitalizadas.
  • Os donos da academia disseram, em depoimento à Polícia Civil, que o manobrista manuseou cloro em pó de forma inadequada, gerando névoa no ambiente.
  • Segundo depoimento, o funcionário agitava o balde com cloro em pó para um lado e outro, produzindo a suposta névoa, e depois trocava por um recipiente com cloro diluído.
  • A polícia acompanha se houve falha de supervisão, de procedimentos ou de documentação do estabelecimento, além de apurar responsabilidades administrativas.
  • Os três donos foram indiciados por homicídio pela Polícia Civil do Estado de São Paulo; o delegado também pediu a prisão dos indivíduos.

Os donos da academia C4 Gym afirmaram, em depoimento à Polícia Civil, que o manobrista responsável pela aplicação de produtos químicos causou a intoxicação. A defesa aponta erro do funcionário como causa provável.

Segundo relatos, o funcionário teria manuseado cloro em pó de forma inadequada, gerando uma névoa na piscina. Os sócios disseram que o procedimento não seguia a rotina da casa e divergiam das práticas recomendadas.

O depoimento do responsável técnico afirmou que o manobrista realizava a aplicação sob supervisão, mas, no dia dos fatos, agiu fora do protocolo. Imagens de câmeras teriam registrado o balde sendo agitado com cloro não diluído.

De acordo com um dos donos, o manuseio ocorreu com o balde cheio de cloro em pó sendo chacoalhado, gerando poeira visível. Em seguida, o funcionário pegou um frasco diluído e continuou o preparo.

O proprietário disse que a prática não fazia parte do padrão da empresa e questionou a necessidade de agitar o produto puro. Ele também informou que equipamentos de proteção eram disponibilizados, sem esclarecer o porquê da ausência de uso.

Outro sócio indicou que a gestão administrativa funciona separadamente da operação diária e que só tomou ciência da gravidade horas depois, ao receber a notícia da morte.

A Polícia Civil investiga se houve erro individual ou falhas de supervisão e procedimentos. Também está sendo analisada a regularidade documental do estabelecimento.

Nesta quarta-feira, a PCESP indiciou os três donos da C4 Gym por homicídio. O delegado também solicitou a prisão dos proprietários durante a apuração.

Pela manhã, o manobrista relatou que informou ao gerente sobre o risco, mas não obteve resposta. A dupla afirma que o momento exigia ação rápida para evitar mais danos.

No sábado anterior, Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após intoxicação na água da piscina. Outras seis pessoas ficaram hospitalizadas, entre elas um adolescente de 14 anos com complicações nos pulmões.

O caso segue com diligências da polícia para ouvir proprietários, gerentes e funcionários. A investigação busca esclarecer se houve negligência ou falhas administrativas na instituição.

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