Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Submarinos do narcotráfico para transportar cocaína

Operação conjunta dos EUA e Colômbia apreende submarino que transportava quase dez toneladas de cocaína, avaliada em US$ 441 milhões, em águas internacionais

Narcossubmarino apreendido em 2019 por autoridades da Espanha na costa da Galícia (Foto: Salvador Sas/EFE)
0:00
Carregando...
0:00
  • Nos Estados Unidos e Colômbia apreenderam um submarino que transportava quase dez toneladas de cocaína; quatro tripulantes foram presos.
  • A carga foi avaliada em US$ 441 milhões; a operação ocorreu em águas internacionais, sem divulgação do local exato.
  • Embarcações submersíveis e semissubmersíveis vêm ganhando importância no narcotráfico latino-americano desde os anos oitenta, com variações de capacidade e complexidade.
  • As categorias vão desde as LPV (Embarcação de Perfil Baixo), que ficam parcialmente acima da superfície, até os narcotorpedos (contenores subaquáticos) e as embarcações totalmente submersíveis (FSVs), que chegam a transportar até dez toneladas.
  • A atividade ocorre em estaleiros clandestinos, principalmente na costa pacífica da Colômbia, e há indícios de novas rotas, incluindo uma apreensão em 2024 de um narcossubmarino com destino à Oceania.

No início desta semana, Estados Unidos e Colômbia anunciaram a apreensão de um submarino que transportava quase 10 toneladas de cocaína, em operação conjunta com apoio das Forças Armadas colombianas. Quatro tripulantes foram presos. A carga está estimada em US$ 441 milhões. O local exato da ação, realizada em águas internacionais, não foi divulgado.

Embarcações submersíveis ou semissubmersíveis ganharam relevância no narcotráfico na América Latina desde os anos 1980. Entre as principais categorias, destacam-se as LPV, que não se submergem completamente; as de propulsão a diesel ou gasolina, construídas com madeira e fibra de vidro, que custam entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões e carregam de duas a oito toneladas. Em seguida vêm os narcotorpedos, unidades rebocáveis com até cinco toneladas, presas a navios por cabos. No topo estão as embarcações totalmente submersíveis (FSVs), capazes de transportar até dez toneladas e com sistemas de navegação avançados, mas com custo entre US$ 2 milhões e US$ 4 milhões.

Os narcossubmarinos são desenvolvidos em estaleiros clandestinos, sobretudo na costa pacífica da Colômbia, mas já foram identificados também no litoral equatoriano e na costa caribenha colombiana. A evolução tecnológica cresce conforme as autoridades aumentam a capacidade de detecção, exigindo constantes adaptações por parte dos traficantes.

Dispositivos para enganar autoridades e novas rotas

Em 2024, a operação Orion, com participação de 62 países, interceptou seis embarcações semissubmersíveis cheias de cocaína ao longo de seis semanas. Ainda assim, os traficantes buscam novas formas de evitar a fiscalização e já passaram a usar artifícios como camadas de chumbo e dispositivos de troca de calor que mascaram sinais térmicos dos veículos.

Embora grande parte da frota siga para Estados Unidos e Europa, as rotas passaram por diversificações recentes. Em 2024 houve a primeira apreensão de narcossubmarino destinado à Oceania, em área remota a quase 4,8 mil quilômetros da costa colombiana, rumo à Austrália e à Nova Zelândia. Conforme o capitão Manuel Rodríguez, da unidade antinarcóticos da Marinha colombiana, trata-se de uma nova rota para semissubmersíveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais