- A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da operação Compliance Zero; Vorcaro foi preso pela segunda vez nesta quarta-feira, em São Paulo, junto com outros mandados.
- O inquérito aponta que Vorcaro liderou ações para obstruir a Justiça, incluindo monitoramento e coação de testemunhas, com uso de aparelhos celulares não entregues nas fases anteriores.
- Um grupo de mensagens envolve um ex-diretor do Banco Central; um policial civil seria responsável por ejecutar ações contra testemunhas, ambos apontados entre os presos.
- A investigação afirma que o grupo também atuou para invadir sistemas de informações de órgãos de fiscalização e controle, além de monitorar jornalistas.
- O Ministério Público Federal determinou o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a até R$ 22 bilhões, para interromper a movimentação de ativos e preservar recursos ligados ao caso.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela segunda vez na manhã desta quarta-feira, em São Paulo, durante a terceira fase da operação Compliance Zero. Ele é investigado por suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e por monitorar e coagir testemunhas.
A Polícia Federal informou que a nova fase aponta para ações para obstruir a Justiça, com a identificação de um grupo de mensagens em que Vorcaro ordenaria ameaças a testemunhas e constrangimento. Também há indicativos de uso de celulares não entregues anteriormente.
Ex-diretor do Banco Central participaria do grupo de mensagens, e um policial civil seria responsável por executar ações contra testemunhas, segundo as apurações. Vorcaro e outra pessoa apontada como responsável pelo monitoramento de testemunhas e jornalistas estariam entre os presos.
A operação incluiu o objetivo de invadir sistemas de informação de órgãos de fiscalização, além de medidas de sequestro e bloqueio de ativos. A PF determinou o bloqueio de bens que podem chegar a 22 bilhões de reais para impedir dissipação de recursos enquanto as investigações prosseguem.
Vorcaro foi preso em São Paulo, juntamente com mais três mandados de prisão preventiva cumpridos no estado e em Minas Gerais, e 15 de busca e apreensão. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, é procurado pela PF, e dois servidores do Banco Central foram afastados.
Mandados foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF, relator das ações penais relacionadas ao Banco Master na Corte. A PF esclareceu que os trabalhos continuam para confirmar as linhas de investigação.
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