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Policial apontado como espião de Vorcaro recebe R$ 22 mil de aposentadoria

Policial federal aposentado investigado por espionagem em favor de Vorcaro teve prisão preventiva decretada e recebe R$ 21.987,38 de aposentadoria

Logotipo do Banco Master em prédio de São Paulo
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  • O policial federal aposentado Marilson Roseno, que se aposentou em agosto de 2022, recebe atualmente R$ 21.987,38 por mês.
  • Roseno era escrivão da Polícia Federal desde 1997 e é investigado por integrar grupo de vigilância ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
  • A prisão preventiva dele foi decretada como parte da terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
  • Vorcaro foi preso hoje, e o cerco envolve cunhado dele, empresários, servidores do Banco Central e pessoas ligadas a uma estrutura de vigilância clandestina.
  • A PF apura crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos; há bloqueio de bens que pode chegar a R$ 22 bilhões.

Marilson Roseno, policial federal aposentado desde agosto de 2022, foi preso preventivamente sob suspeita de atuar como espião do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A apuração aponta que ele recebe hoje cerca de R$ 21.987,38 de aposentadoria, conforme dados do Portal da Transparência.

Roseno ingressou na Polícia Federal em 1997, atuando como escrivão. A prisão preventiva decorre de investigações que indicam participação dele em um grupo de vigilância ligado a Vorcaro, com o objetivo de levantar informações sigilosas e monitorar pessoas indicadas pelo grupo.

Vorcaro foi preso hoje, após decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Também foram alvo da terceira fase da operação Compliance Zero o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, empresários, servidores do Banco Central e integrantes de uma estrutura de vigilância clandestina.

Prisões e desdobramentos

A Polícia Federal localizou mensagens que revelariam planos de ações contra adversários, incluindo um eventual ataque para intimidar o colunista Lauro Jardim. Havia ainda a menção de simular um assalto para prejudicar o jornalista.

A investigação aponta que o grupo obtenia informações pessoais até de sistemas oficiais da PF e do FBI para perseguir adversários. Dois servidores do Banco Central aparecem como consultores informais que teriam recebido pagamentos por contratos de fachada.

A apuração apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos. Medidas autorizadas por Mendonça incluem prisões preventivas, afastamentos de servidores públicos e bloqueio de bens que podem chegar a 22 bilhões de reais.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirma que ele tem colaborado com as apurações desde o início e não tentou atrapalhar as investigações. Não houve contato divulgado com a defesa de Marilson Roseno até a conclusão deste texto.

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