- A Polícia Federal afirmou não ter manipulado nem selecionado conversas de aparelhos apreendidos na Operação Compliance Zero e pediu a abertura de apuração sobre o vazamento de informações sigilosas.
- Em nota, a PF disse que investigações seguem padrões de segurança e respeitam a privacidade e a intimidade dos investigados.
- A PF confirmou que nenhum relatório ou documento trouxe dados não relevantes para a instrução das investigações.
- A corporação negou editar ou manipular mensagens, afirmando que esse procedimento não é feito para evitar violar o contraditório e a ampla defesa.
- Os materiais permanecem com a PF desde novembro de 2025, foram enviados à PGR em janeiro de 2026, parte foi para a CPMI do INSS; nesta sexta, o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para apurar a divulgação indevida.
A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira (6) que não houve manipulação nem seleção de conversas extraídas de aparelhos apreendidos na Operação Compliance Zero. A PF pediu ainda a abertura de apuração para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.
A nota ressalta que as investigações seguem padrões rigorosos de segurança e respeitam a privacidade e a intimidade dos investigados. Segundo a PF, nenhum relatório ou documento encaminhado na operação continha dados não relevantes para a instrução.
A PF também negou qualquer edição, manipulação ou seleção de mensagens de celulares e outros dispositivos apreendidos. A instituição afirmou que esse tipo de prática não é realizado para não violar o contraditório e a ampla defesa.
Custódia, encaminhamentos e acesso
A PF informou que os materiais apreendidos estão sob custódia desde novembro de 2025 e foram encaminhados à PGR em janeiro de 2026. A defesa dos investigados passou a ter acesso integral às informações após decisão do relator.
Parte dos dados foi enviada à CPMI do INSS, conforme determinação do relator, por estarem relacionados ao objeto de apuração da comissão parlamentar. A PF destacou que o objetivo é manter a integridade dos dados e o andamento regular das apurações.
A Polícia Federal comunicou ao ministro relator a abertura de um inquérito para apurar a divulgação indevida de informações sigilosas. O objetivo é identificar a origem do vazamento durante a investigação da operação.
O ministro André Mendonça determinou a abertura do inquérito policial nesta sexta-feira, com base em pedido da defesa de Vorcaro, conforme apurado pela PF. Em seguida, novas diligências deverão esclarecer o ocorrido.
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