- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e braço direito de Daniel Vorcaro, está em estado gravíssimo após uma tentativa de suicídio na Superintendência da Polícia Federal, em Belo Horizonte.
- Ele permanece internado em estado crítico no Centro de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, com o governo de Minas afirmando que o quadro é extremamente grave e ainda sem confirmação de morte encefálica.
- A Polícia Federal informou inicialmente que médicos teriam constatado morte cerebral, mas o governo de Minas atualizou a comunicação dizendo que Mourão segue vivo, ainda em estado crítico.
- Mourão foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero e socorrido na sede da PF; a defesa afirmou que ele estava estável horas antes da tentativa de suicídio.
- O relatório de investigação indica que Mourão executava funções estratégicas no esquema, como monitoramento de alvos, extração de dados e intimidação; há indícios de recebimento de cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos prestados.
O estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, é gravíssimo após uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. Mourão é apontado pela PF como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro.
Mourão permanece internado em estado crítico no Centro de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, na capital mineira. O quadro é considerado extremamente grave e não foi confirmado o diagnóstico de morte encefálica.
Na noite de quarta-feira (4), a PF informou que médicos teriam constatado morte cerebral, mas o governo de Minas atualizou o quadro, mantendo Mourão vivo, em estado crítico no CTI.
Ocorrência, detenção e investigações
Mourão foi socorrido na tarde de quarta, dentro da sede da PF, onde estava detido após prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele aguardava audiência de custódia quando tentou tirar a própria vida.
A PF abriu inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa. Imagens do ocorrido foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator no STF, em relação ao caso ligado ao Banco Master. A CPIM do INSS também solicitou acesso às apurações.
Papel na organização e remuneração
A defesa de Mourão afirmou que ele esteve com o investigado horas antes, sem indicar alterações de comportamento. Mourão é identificado entre os colaboradores pela função de monitorar alvos e extrair dados de sistemas sigilosos.
Relatórios da investigação indicam que Mourão realizava tarefas estratégicas, incluindo ações de intimidação contra desafetos, testemunhas e jornalistas ligados ao caso. Há indícios de pagamentos mensais de cerca de 1 milhão de reais pela estrutura criminosa.
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