- Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso hoje pela Polícia Federal em Minas Gerais, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.
- O empresário é presidente do Grupo Multipar, e o Coaf aponta movimentações que indicam tentativa de esconder patrimônio do Banco Master, com uso de recursos na compra de mansões e jatinhos.
- Henrique coordenava “A Turma”, grupo que obtinha informações sigilosas e monitorava adversários; o cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e o comparsa conhecido como “Sicário” Mourão integravam o grupo. Mourão morreu na prisão.
- O grupo hackeava sistemas de órgãos públicos, tendo acesso a senhas de funcionários do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, além de mirar organizações internacionais como a Interpol e o FBI.
- A nova fase visa aprofundar as investigações do caso Master; houve afastamento de uma delegada e prisão de um agente da PF, com caráter sigiloso e sem divulgação dos nomes, e são alvo crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e invasão de dispositivos.
Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso hoje pela Polícia Federal em Minas Gerais, na 6ª fase da Operação Compliance Zero. O cumprimento contou com mandados de prisão preventiva e busca e apreensão.
A PF apura que Henrique era responsável por coordenar atividades do grupo conhecido como “A Turma”, que coletava informações sigilosas e monitorava adversários. O trabalho envolvia uso de chat para combinar ações contra autoridades e jornalistas.
O empresário preside o Grupo Multipar, holding envolvida nos setores de engenharia, infraestrutura e construção. Movimentações financeiras teriam sugerido tentativa de ocultar patrimônio ligado ao Banco Master, com uso de recursos para aquisição de imóveis e jatos.
6ª fase da Compliance Zero
A operação, determinada pelo ministro do STF André Mendonça, envolve sete prisões preventivas e 17 buscas e apreensões nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também há ordens de afastamento de cargos públicos e de bloqueio de bens.
Segundo a PF, a nova fase visa aprofundar as investigações sobre a organização criminosa suspeita de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
Alvos de buscas incluem uma delegada da PF, que foi afastada do cargo, e um agente da corporação. Ambos são investigados por integrar o grupo ligado a Vorcaro; seus nomes não foram divulgados.
Estão em apuração os delitos de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional. As apurações seguem em curso.
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