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Polícia não tem espaço para armazenar cigarros ilegais apreendidos na Austrália

Polícia enfrenta lotação de depósitos para armazenar cigarros e vapes ilegais, com custos de destruição pressionando o combate ao contrabando

The Australian Criminal Intelligence Commission’s Adam Meyer speaks at the parliamentary inquiry into illegal tobacco.
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  • A Polícia Federal australiana (AFP) informou que as instalações de armazenamento estão no limite devido ao crescimento do tráfico de tabaco e vaping ilícito, elevando a pressão sobre as forças de segurança.
  • O custo de destruição de vapes pode chegar a até $13 por quilo; destruição de uma palete padrão de 550 kg pode ultrapassar $7.150.
  • Desde 2016, foram apreendidos 2,66 bilhões de cigarros ilegais, 510 toneladas de tabaco a granel e 7,5 milhões de produtos de cigarro eletrônico.
  • Criminosos usam lavagem de dinheiro para lucrar com o negócio, incluindo criptomoedas para ocultar o dinheiro; houve participação de executivos de Philip Morris em uma audiência secreta.
  • A deputada Monique Ryan apresentou projeto de lei para crimes de tabaco ilegal e para banir doações políticas de fabricantes de tabaco; autoridades discutem impactos da indústria no processo legislativo.

O policiamento australiano enfrenta esgotamento de espaço para armazenar cigarros e vapes ilegais apreendidos, conforme cresce o comércio ilícito. Armazenamento seguro está no limite e o custo de destruição das mercadorias tem sido proibitivo.

A Polícia Federal Australiana (AFP) informou a uma comissão parlamentar que as instalações de armazenamento já operam acima da capacidade. O custo de destruição de itens ilegais eleva-se a mais de 7 mil dólares por pallet de 550 kg.

O custo por quilograma para destruir vapes pode chegar a 13 dólares, com desmontagem manual de cartuchos, baterias e elementos de aquecimento em alguns casos. Essa combinação pressiona os recursos das autoridades.

A AFP apontou que, para apreensões de grande porte, os encargos tornam-se proibitivos e dificultam ações de aplicação da lei. Há necessidade de soluções de armazenamento e destruição mais eficientes e rápidas.

Quantidade de apreensões e impactos financeiros

O Comissário de Comércio Ilegal de Tabaco e E-cigarros informou que desde 2016 foram apreendidas 2,66 bilhões de cigarros ilegais, 510 toneladas de tabaco avulso e 7,5 milhões de produtos de e-cigarro.

O comércio ilegal tem gerado custos fiscais elevados, com perdas de receita de impostos sobre produtos de tabaco estimadas em bilhões de dólares. As projeções do governo federal para a arrecadação caíram nos últimos meses.

Operações financeiras e crimes associados

Relatórios de uma audiência em Canberra indicam que gangues criminosas utilizam sistemas de lavagem de dinheiro para movimentar lucros, inclusive convertendo dinheiro sujo em criptomoedas para dificultar a fiscalização.

Os lucros do tabaco ilegal também alimentam atividades criminosas amplas, incluindo tráfico de drogas, crimes com armas e corrupção. Centenas de incidentes citados incluem violações de direitos trabalhistas.

Auditoria e indústria do tabaco

O órgão regulador Austrac alertou sobre o uso de caixas eletrônicos e provedores de remessas não bancárias para movimentar recursos destinados ao estoque ilegal. Há relatos de fechamento de contas associadas a suspeitos.

Conhecimentos de mercado indicam participação de grandes empresas do setor no debate regulatório, com discussões sobre impostos e políticas públicas influenciando decisões políticas.

Ponto de vista governamental e propostas

Uma proposta parlamentar visa criminalizar o tabaco ilegal de forma mais abrangente e proibir doações políticas de fabricantes de tabaco. O tema envolve questões de financiamento político e governança regulatória.

Autoridades destacam que a capacidade de armazenamento, a gestão de resíduos e o monitoramento financeiro são pilares para enfrentar o crescimento do comércio ilegal e seus impactos públicos.

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