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PGR de SP reabre investigação sobre morte de ambulante senegalês por PM

Procurador-geral reabre investigação da morte de ambulante senegalês baleado no Brás; dúvidas sobre legalidade do disparo levam à denúncia contra o policial

Créditos: Paulo Pinto / Agência Brasil
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  • O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, determinou a reabertura da investigação sobre a morte do ambulante Ngange Mbaye, de 34 anos, baleado em abril no Brás.
  • O caso havia sido arquivado em fevereiro, após o Ministério Público indicar legítima defesa e uso moderado dos meios necessários pelo policial Paulo Junior Soares de Carvalho.
  • Mbaye foi atingido durante tentativa de apreensão de mercadoria pela polícia; ele chegou a ser socorrido, mas morreu na Santa Casa de Misericórdia, após suposta agressão com barra de ferro.
  • Na nova decisão, o procurador questionou a necessidade do uso de arma letal e determinou que não se descarte a hipótese de ação ilegal; pediu denúncia contra o policial e designou um novo promotor para o caso.
  • Movimentos negros denunciaram o caso à Organização dos Estados Americanos (OEA); Mbaye morava no Brasil desde 2012 e trabalhava no Brás há oito anos.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, determinou a reabertura da investigação sobre a morte de Ngange Mbaye, ambulante senegalês de 34 anos, baleado por policial em abril do ano passado no Brás, centro da capital. O ponto central é a dúvida sobre o uso de arma letal.

O caso havia sido arquivado em fevereiro, após manifestação do Ministério Público, que indicou legítima defesa por parte do policial Paulo Junior Soares de Carvalho, com uso moderado dos meios necessários.

Mbaye foi morto durante tentativa de apreensão de mercadoria. Ele chegou a ser socorrido, mas faleceu na Santa Casa de Misericórdia. A versão inicial cita que o imigrante tentou atingir os agentes com uma barra de ferro.

Desdobramentos

Segundo a nova decisão, há dúvidas sobre a necessidade do disparo leal e não se pode descartar a possibilidade de ação ilegal até o julgamento. O procurador designou outro promotor para conduzir o caso e ofereceu denúncia contra o policial autor do disparo.

A morte de Mbaye mobilizou movimentos negros e foi denunciada à Organização dos Estados Americanos pela sociedade civil, que apontou responsabilidade institucional. Mbaye morava no Brasil desde 2012 e atuava no Brás há oito anos.

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