- Lula defendeu a soberania do Canal do Panamá e a neutralidade da passagem, associando isso a um comércio internacional justo e a regras multilaterais.
- O posicionamento foi apresentado ao lado do presidente panamenho, José Raúl Mulino, após a abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe no Panamá.
- Trump ameaçou controlar o canal, citando a operação pela China, e criticou as tarifas cobradas pela administração panamenha; o canal liga o Atlântico ao Pacífico e foi entregue ao Panamá em 1999.
- Lula pediu o fim de desentendimentos políticos para ampliar o comércio regional e enfatizou a necessidade de fortalecer blocos regionais para evitar choques externos.
- Durante a agenda no Panamá, Lula foi condecorado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a maior honraria do país.
Lula defendeu nesta quarta-feira a soberania do Canal do Panamá, ressaltando a necessidade de manter a neutralidade da rota e evitar conflitos. A fala ocorreu ao lado do presidente panamenho José Raúl Mulino, durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá.
O presidente brasileiro afirmou que defender a neutralidade do canal é defender um comércio internacional justo, com regras multilaterais. A entrevista ocorreu logo após a abertura do fórum, na cidade do Panamá.
O Canal, inaugurado no início do século XX e transferido ao controle panamenho em 1999, liga o Atlântico ao Pacífico. Trump ameaçou, após tomar posse nos EUA, reconsiderar o controle da passagem.
Segundo lideranças locais, o tema do canal ganhou importância diante de discussões sobre tarifas e gestão. Trump questionou valores cobrados pela administração, sob tratados de 1977.
Lula destacou a necessidade de reduzir desentendimentos entre governos de diferentes espectros políticos para ampliar o comércio regional. Ele afirmou que portas abertas favorecem negócios na região.
O petista elogiou eventos como o Fórum Econômico para demonstrar que diálogo e pragmatismo podem sustentar o crescimento conjunto. Também ressaltou a importância de blocos regionais mais fortes.
Em tom mais firme, o presidente brasileiro pediu união entre os países da América Latina para reduzir vulnerabilidades a choques externos. A ideia é evitar divisões que enfraquecem a região.
Durante a agenda no Panamá, Lula foi condecorado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a maior honraria do país. A honraria reconhece serviços relevantes à nação panamenha e às relações diplomáticas.
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