- PT, em nota da Executiva Nacional, classifica a ordem de Trump como “ameaça criminosa” e afirma apoio a Cuba.
- A ordem dos Estados Unidos classifica Cuba como ameaça e pode autorizar tarifas contra países que vendam petróleo e derivados à ilha.
- O governo cubano acusa Washington de querer estrangular a economia cubana; Díaz-Canel chamou a medida de escalada de “chantagem e coerção”.
- Estimativas indicam que estoques de petróleo em Cuba devem se esgotar em duas a três semanas; o México já cancelou remessa após a decisão de Washington.
- Cuba produz cerca de 40 mil barris por dia e consome mais de 100 mil; com redução de remessas venezuelanas, o país passa a depender mais de importações, com o México como principal fornecedor eventual.
O PT saiu em defesa de Cuba após a assinatura de uma ordem executiva de Donald Trump que pode bloquear importações de petróleo para a ilha. A nota foi divulgada pela Executiva Nacional neste sábado (31). O Brasil é abordado de forma crítica ao governo dos EUA.
A ordem, assinada na quinta-feira (29), classifica Cuba como ameaça não usual e extraordinária e autoriza tarifas sobre petróleo e derivados vendidos ao país caribenho. O PT afirmou apoiar a República de Cuba diante das “ameaças”.
Na nota, o partido defende a soberania cubana e afirma apoiar o povo cubano sem discutir as restrições políticas recebidas pela ilha. A posição é apresentada como alinhamento com a Revolução Cubana.
O texto acusa os EUA de agressões na região, citando a Venezuela e o presidente Nicolás Maduro para classificar o bloqueio como criminoso há mais de 65 anos. Segundo o PT, Washington é o principal responsável pela dificuldade econômica cubana.
O PT tem adotado discurso mais contundente do que o governo federal frente a crises na Venezuela, fortalecendo o apoio a Cuba e a autonomia da ilha, conforme o alinhamento histórico da legenda.
O impacto esperado é direto: Cuba depende fortemente de importações e, com o fim de remessas da Venezuela, o México tornou-se fornecedor principal. Estima-se que estoques cubanos durem poucas semanas.
Em Havana, autoridades reagiram. O presidente Miguel Díaz-Canel disse que os EUA tentam estrangular a economia cubana, e o chanceler Bruno Rodríguez chamou a decisão de escalada de chantagem.
Entre na conversa da comunidade