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World Liberty Financial, ligada a Trump, atrai escrutínio da Câmara por US$500 milhões

Comissão da Câmara investiga World Liberty Financial após stake de 500 milhões ligado a Abu Dhabi, com suspeitas de conflito de interesse e impacto em política de IA

World Liberty
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  • A Câmara dos EUA abriu escrutínio sobre a World Liberty Financial, empresa de criptomoeda ligada ao grupo ligado a Donald Trump, após reportagem sobre uma participação de UAE de $500 milhões.
  • O congressista Ro Khanna enviou carta ao cofundador Zach Witkoff solicitando registros de propriedade, detalhes de pagamentos e comunicações internas sobre o acordo e operações relacionadas.
  • Khanna aponta possíveis conflitos de interesse, impactos na segurança nacional e mudanças em políticas de tecnologia dos EUA beneficiando capital estrangeiro.
  • A matéria também relaciona o investimento a interesses ligados ao príncipe conselheiro de UAE e a movimentações envolvendo a stablecoin USD1 e o investimento de $2 bilhões na Binance, pela via de entidades associadas ao UAE.
  • Khanna pediu documentos até 1 de março de 2026 e destacou que o tema envolve controles de exportação, políticas sobre o UAE, competição com a China e até decisões sobre o perdão ao fundador da Binance.

A investigação da Câmara dos EUA volta-se para a World Liberty Financial, empreendimento cripto ligado à família Trump, após o jornal Wall Street Journal reportar participação de 500 milhões de dólares ligada ao Egito dos Emirados Árabes. O acordo foi apontado como feito pouco antes da posse de Donald Trump.

O republicano Ro Khanna, deputado democrata pela Califórnia e principal membro do Comitê Seletivo sobre o Partido Comunista Chinês, enviou à World Liberty um pedido de documentos. O objetivo é obter registros de propriedade, detalhes de pagamentos e comunicações internas ligados ao negócio.

Khanna afirma que a transação levantou questões sobre conflitos de interesse, segurança nacional e possíveis mudanças na política tecnológica dos EUA que favoreçam capitais estrangeiros vinculados a prioridades estratégicas. A investigação acompanha a notícia publicada pelo WSJ.

A notícia também envolve Eric Trump, apontado pelo jornal como signatário do acordo com uma figura ligada a um emirato. O grupo investidor seria ligado a Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, conselheiro de segurança nacional dos Emirados, segundo a reportagem.

Outro ponto citado envolve a estabilidade USD1, moeda estável da World Liberty, supostamente usada para facilitar um investimento de 2 bilhões de dólares na Binance, empresa associada ao emirato. Alega-se que isso ampliou receitas da ambição cripto da empresa.

Khanna relaciona ainda o caso a decisões de exportação de chips de IA e a possível influência em políticas que atuam para evitar a desvio de tecnologia para a China. O parlamentar cobra respostas detalhadas e documentos até 1º de março de 2026.

Requisitos de prestação de contas

Khanna solicita acordos sobre a participação de 49% na World Liberty, fluxos de pagamento, comunicações com representantes ligados aos Emirados, nomeações em conselhos e due diligence, além de registros sobre o uso do USD1 na Binance.

Pergunta-se também sobre discussões envolvendo controles de exportação, política dos EUA em relação aos Emirados e competição com a China, bem como comunicações sobre o perdão concedido a Zhao, fundador da Binance.

A carta ressalta que o momento envolve o papel das stablecoins na estrutura de mercado e o escrutínio sobre empreendimentos cripto com relações políticas. O objetivo é esclarecer implicações para a segurança nacional e a legalidade das operações.

Perspectiva institucional

A Câmara não pretende se pronunciar de forma conclusiva sem a obtenção de documentos. A investigação continua em curso, com foco em governança, propriedade e possíveis conflitos de interesse envolvendo entidades ligadas à família Trump.

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