- O secretário adjunto do gabinete, Chris Wormald, negocia a sua saída de No 10, em meio a uma reformulação mais ampla da operação de Keir Starmer.
- Ele seria o terceiro cargo sênior a deixar o governo nos últimos dias, após Morgan McSweeney e Tim Allan.
- Um funcionário disse que “a situação está encaminhada” para a saída de Wormald, com Starmer buscando restabelecer autoridade sobre o governo e o partido.
- Wormald também estaria discutindo a possibilidade de assumir assento no Parlamento como parte do acordo de saída.
- A troca ocorre cinco meses depois de outra reorganização em No 10 e envolve mudanças no papel do chefe de gabinete conjunto interino.
O secretário de gabinete britânico, Chris Wormald, negocia sua saída de Downing Street como parte de uma reformulação da operação de Keir Starmer. A tendência acompanha as demissões de Morgan McSweeney e Tim Allan, nos últimos dias.
Wormald, o mais alto funcionário público na sede do governo, estaria alinhado a deixar o cargo em meio a críticas internas sobre a condução da reforma do serviço civil. A decisão ocorre após um período de turbulência na gestão pública do premiê. fontes citam interesse dele em uma vaga na Câmara dos Lords.
O acordo de saída incluiria, segundo informações, a possibilidade de Wormald ocupar assento no Lords. O ex-funcionário chegou ao cargo no fim de 2024, transferindo-se do Ministério da Saúde após a saída de Simon Case.
Entre os candidatos inicialmente avaliados, estavam Olly Robbins, Antonia Romeo e Tamara Finkelstein. Wormald era visto como a opção mais estável, recebendo elogios de Starmer pela experiência.
Na prática, a saída vem após irritação interna com a relutância de Wormald em promover reformas profundas no serviço civil, com críticas à demora na apresentação de soluções.
A debandada recente também inclui McSweeney, chefe de gabinete, e Allan, diretor de comunicação. A direção de Starmer busca reconfigurar a gestão para retomar o controle político e institucional.
Como resposta, Starmer nomeou Vidhya Alakeson e Jill Cuthbertson como chefes interinos de gabinete, mas avalia mudanças estruturais de longo prazo, incluindo a possível divisão da função de chefe de gabinete.
Analistas relembram que, sob o governo anterior, a função de secretário de gabinete era dividida entre aconselhamento direto ao premiê, gestão do Cabinet Office e supervisão do serviço civil, sinalizando direções para uma reorganização maior.
A reformulação ocorre cinco meses após reestruturação anterior, que criou a função de chefe-secretário para resolver disputas entre ministérios e assegurar o cumprimento de promessas do governo, segundo fontes próximas à operação. Aguardam-se desdobramentos oficiais sobre novas nomeações.
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