- Países árabes — Autoridade Palestina, Egito e Catar — denunciaram o anúncio de Israel de registrar terras na Cisjordânia, classificado como anexação de fato.
- A Autoridade Palestina afirmou que as novas medidas são legalmente inválidas e equivalem a uma anexação; o Egito pediu respeito aos acordos internacionais e classificou como escalada; o Catar disse tratar-se de uma extensão para negar direitos palestinos.
- Há cerca de uma semana, Israel aprovou medidas que facilitam a compra de terras por colonos e derrubou uma lei que impedia judeus de adquirir terras na Cisjordânia; também prevê que autoridades israelenses administrem locais religiosos na região.
- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, defendeu a legalidade das diretrizes, dizendo que visam ordenar o registro de terras e combater procedimentos ilegais da Autoridade Palestina.
- A situação ocorre num contexto de intensificação da colonização desde 1967, com mais de 500 mil israelenses em colônias na Cisjordânia e cerca de 3 milhões de palestinos na região.
O anúncio de Israel de registrar terras na Cisjordânia provocou críticas de países árabes e da Autoridade Palestina. A medida, divulgada neste domingo, é vista como tentativa de anexação de fato por terceiros.
A Autoridade Palestina, o Egito e o Catar reagiram de forma contundente. A diplomacia palestina descreveu a iniciativa como legalmente inválida e equivalente a anexação. O Egito chamou a medida de escalada que consolida o controle israelense. O Catar associou a ação a uma extensão de projetos que tirariam direitos do povo palestino.
A semana anterior já havia sido marcada por mudanças liberando compras de terras por colonos israelenses e pela revogação de uma proibição de décadas a compras por judeus na Cisjordânia. As novas regras também permitem que autoridades israelenses administrem locais religiosos na área sob controle da Autoridade Palestina.
Reações internacionais
O ministro do Exterior de Israel, Gideon Saar, defendeu no X a legalidade das diretrizes, alegando ordenar procedimentos de registro fundiário e resolver litígios. Segundo ele, a Autoridade Palestina promove procedimentos ilegais em zonas sob controle israelense, justificando a nova política.
A política de colonização tem se intensificado desde 1967 e ganhou impulso sob o governo deBenjamin Netanyahu, especialmente após o início da ofensiva em Gaza. Atualmente, mais de 500 mil israelenses vivem em colônias na Cisjordânia, ao lado de cerca de 3 milhões de palestinos.
Contexto e objetivo
O gabinete de segurança israelense lançou, na semana passada, uma ofensiva política associada ao registro de terras. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a medida visa reforçar o domínio sobre áreas do território. O ministro da Defesa, Israel Katz, descreveu a ação como forma de garantir controle, aplicação de leis e liberdade de ação no território.
O comunicado do gabinete de Katz diz que o registro serve como resposta a processos promovidos pela Autoridade Palestina. Smotrich descreve a mudança como essencial para acelerar o desenvolvimento das colônias.
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