- Netanyahu aposta em “vitória total” para fortalecer sua posição, mesmo esperando que um novo choque com o Irã possa favorecer sua reeleição; ele acredita que as negociações EUA–Irã não atingiram seus objetivos.
- As eleições devem ocorrer até 27 de outubro; pesquisas indicam que a coalizão religiosa de direita pode ter até 53 cadeiras, enquanto a oposição também tende a não conseguir maioria.
- Votos no norte do país mostram defeções em relação a Netanyahu, com moradores cobrando atuação mais firme contra a ameaça do Hezbollah.
- Pesquisas apontam apoio público a intensificar o conflito contra Hezbollah (59%) e a rejeitar encerramento da guerra com o Irã sob as condições atuais (58%).
- Dificuldades internas persiste: resistência de ultraortodoxos ao serviço militar provoca protestos e ameaça a aprovação de lei de conscrição; há atrito com aliados da coalizão sobre a data eleitoral.
Benjamin Netanyahu mantém a perspectiva de que uma nova rodada de conflito com o Irã pode influenciar as eleições israelenses previstas até 27 de outubro. O premiê buscou dançar entre a continuidade do esforço militar e a pressão para mudar o regime no Irã, segundo análises de especialistas.
Em Beirut, no dia 1º de junho, a Força Aérea de Israel realizou ataques que, segundo sinais da região, visaram pressionar Teerã e sinalizar força militar. Autoridades locais não detalharam objetivos específicos, mas o episódio alimentou o debate sobre a continuidade da campanha.
O cenário político em Israel mostra Netanyahu lutando por apoio público, com pesquisas indicando que a coalizão religiosa de direita pode ficar abaixo de 53 cadeiras no Knesset. A oposição também pode não alcançar maioria, dependendo de alianças.
Votantes no norte do país exprimem insatisfação com a resposta às ameaças de Hezbollah, o que pode afetar o humor eleitoral. Pesquisas divulgadas apontam que parte da população defende intensificar o combate contra o grupo e outras vêem riscos na escalada.
No balanço, Netanyahu enfrenta expectativa de elevação de desgaste após guerras na Faixa de Gaza, Líbano e pressões com o Irã. Muitos israelenses questionam a eficácia das estratégias atuais frente às ameaças regionais.
A situação interna envolve ainda o dilema com os conscritos ultraortodoxos (*Haredim*). A recusa à guerra resultou em protestos e em quebra de apoio à coalizão, complicando a aprovação de mudanças na mobilização militar.
A guerra prolongada, a gestão da aliança com EUA e as discussões sobre o calendário eleitoral ajudam a explicar a estratégia de Netanyahu de manter, a todo custo, o controle do governo durante o período de crise.
A oposição enfrenta dificuldades para unitar lideranças em torno de um candidato único capaz de agradar desde o moderado direito até setores da esquerda. A falta de consenso favorece o premiê, que pode explorar a rivalidade interna.
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