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Aposentadoria das mulheres: decisões com impacto financeiro futuro

Estudo aponta que começar a organizar o patrimônio cedo reduz perdas futuras e fortalece a renda na aposentadoria, especialmente para mulheres

Na prática, quanto mais cedo uma pessoa começa a poupar e investir, maior será o efeito dos juros compostos
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  • Um estudo do Lombard Odier alerta que iniciar o planejamento financeiro desde cedo é essencial para acumular patrimônio e manter qualidade de vida na aposentadoria, especialmente para mulheres.
  • Decisões ao longo da vida, como carreira, maternidade e finanças, impactam renda, patrimônio e a possibilidade de aposentadoria; ações compensatórias podem mitigar impactos.
  • No Brasil, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e o regime de Previdência Complementar (RPC) formam o sistema, com regras diferentes para homens e mulheres (mulheres: 62 anos e 15 anos de contribuição; homens: 65 anos e 20 anos).
  • Planos de previdência privada existem em duas modalidades: PGBL (com desconto tributário na declaração completa) e VGBL (tributação sobre rendimentos, sem dedução do IR na contribuição).
  • O documento recomenda revisar beneficiários, testar o planejamento sucessório e ajustar a transmissão de bens conforme mudanças de vida, para reduzir conflitos e garantir a vontade da titular.

A organização patrimonial desde cedo é destacada como essencial para quem busca qualidade de vida na aposentadoria. O estudo do Lombard Odier aponta que decisões diárias ao longo de décadas moldam renda, patrimônio e segurança financeira, especialmente entre as mulheres.

O relatório ressalta que trajetórias profissionais e familiares costumam variar, com pausas para cuidado de filhos ou jornadas reduzidas. Esses fatores influenciam contribuições previdenciárias, reservas futuras e o nível de proteção financeira.

Escolhas pequenas, porém constantes, podem gerar grandes impactos ao longo do tempo. O estudo sugere estratégias compensatórias, como aportes contínuos, revisão de extratos e planejamento sucessório, para mitigar defasagens.

Construção da aposentadoria: os regimes de previdência

Para cada mulher, o caminho ideal depende de expectativa de longevidade, tolerância ao risco e situação familiar. Com a proximidade da aposentadoria, o foco passa a ser preservar patrimônio, gerar renda estável e planejar a sucessão.

No Brasil, o sistema público desempenha papel relevante, mas pode não oferecer o mesmo padrão de vida. Dados do IBGE indicam aumento de idosos no país, reforçando a necessidade de previdência complementar para manter a qualidade de vida.

O RGPS atende trabalhadores do setor privado, enquanto os RPPS envolvem servidores públicos. A idade mínima atual para mulheres é 62 anos com 15 de contribuição, com regras de transição conforme a emenda da reforma da Previdência. Cada caso requer simulagem individual.

O RPC, regime privado de capitalização, completa o cenário. Trata-se de opção voluntária para acumular patrimônio adicional, além dos regimes públicos.

Previdência privada: PGBL e VGBL

Planos de previdência privada dividem-se em PGBL e VGBL. O PGBL permite deduzir contribuições até 12% da renda bruta na declaração de IR completa, com IR cobrado no resgate. Já o VGBL não permite dedução, mas o IR incide apenas sobre os rendimentos.

A tributação pode ser regressiva, iniciando em 35% e caindo com o tempo, ou progressiva, incidindo conforme o valor resgatado. O saldo pode ser transferido para beneficiários em caso de falecimento.

Próximos passos

O estudo orienta revisar beneficiários, atualizar documentos e planejar a transmissão de bens. O planejamento sucessório reduz conflitos, aumenta eficiência tributária e assegura a vontade do titular do patrimônio.

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