- A Advertising Standards Authority (ASA) proibiu anúncios da Coinbase no Reino Unido por sugerirem que criptomoedas poderiam ajudar a enfrentar a crise do custo de vida, classificando a campanha como irresponsável e que trivializava os riscos.
- A campanha incluía um vídeo de dois minutos com cenas satíricas de crise econômica e três cartazes com mensagens como “Propriedade de casa fora do alcance” e “salários reais presos em 2008”.
- A ASA apontou que os anúncios não traziam informações sobre os riscos de investir em criptomoedas, em contraste com o alerta da Autoridade de Conduta Financeira (FCA) sobre alto risco e possibilidade de pérdida total.
- Coinbase nomeou George Osborne para presidir o conselho consultivo global; ele já atuava como conselheiro da empresa e passou a auxiliar em políticas junto a Reino Unido e União Europeia. A campanha foi lançada em agosto.
- A Coinbase afirmou que discorda da caracterização da ASA, afirmando que a peça buscava provocar discussão sobre o sistema financeiro e não oferecer soluções simplistas, ressaltando uso responsável de ativos digitais.
Coinbase teve anúncios banidos no Reino Unido por sugerir que criptomoedas poderiam ajudar na crise do custo de vida. A Advertising Standards Authority (ASA) considerou que a campanha era irresponsável e minimizava os riscos associados aos investimentos em criptoativos. George Osborne, ex-chanceler conservador, atua como chair do conselho global de consultoria da Coinbase desde o ano passado.
A campanha publicitária da Coinbase, lançada em agosto, trazia um vídeo de dois minutos com tom sarcástico. Nele, cenas de desordem doméstica contrastam com moradores que parecem celebrar a situação, enquanto o preço de itens básicos sobe e situações de desemprego aparecem. O clipe termina com o texto grande orientando que se tudo está bem, não é preciso mudar.
A ASA afirmou que as peças sugeriam argumentos de que usar a Coinbase seria uma alternativa aos problemas financeiros ligados ao custo de vida, banalizando os riscos do investimento em criptomoedas. Além disso, a agência mencionou que o uso de humor para tratar de temas financeiros sensíveis poderia apresentar produtos de alto risco como resposta simples.
As peças visavam ampliar a percepção de que criptomoedas poderiam resolver dificuldades econômicas, sem incluir informações sobre riscos. A FCA já havia alertado que criptoativos são amplamente não regulados e de alto risco, com possibilidade de perda total do dinheiro investido.
A campanha, que também circulou online, já havia sido previamente banida pela Clearcast para televisão. Os cartazes ficaram expostos em locais de grande fluxo, como o Metrô de Londres e estações de trem. A Coinbase informou que respeita a decisão, mas discorda da caracterização da ASA.
A Coinbase reiterou que a comunicação buscou estimular o debate sobre o estado do sistema financeiro e a necessidade de melhores futuros, não oferecer soluções simples nem minimizar riscos. A empresa disse ainda que continuará atuando com responsabilidade no marco regulatório do Reino Unido.
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