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Regulador financeiro da Coreia avalia limites de participação em exchanges

Regulador financeiro sul-coreano avança com limite de 15% a 20% para controladores de bolsas de criptomoedas, buscando governança similar à infraestrutura pública financeira

Korea’s Financial Regulator Weighs Ownership Caps for Crypto Exchanges
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  • O regulador financeiro sul-coreano avalia limitar a participação de controladores em bolsas de criptomoedas a 15%–20%.
  • A medida deve aparecer na Digital Asset Basic Act, parte de regras de governança mais rígidas.
  • Reguladores dizem que, com licenciamento, as exchanges passariam a ter status próximo ao de infraestrutura financeira pública.
  • Autoridades afirmam que concentração acionária excessiva pode gerar conflitos de interesse e comprometer a integridade do mercado, e há oposição no setor.
  • Upbit, controlada pelo Dunamu, tem mais de 28% do grupo; Coinone é controlada pelo fundador Cha Myung-hoon, com cerca de 53%—ambas pessoas/empresas seriam impactadas.

A Coreia do Sul pode impor limites à participação de controladores em corretoras de criptomoedas. O órgão regulador financeiro está avançando com a ideia de teto entre 15% e 20%. A medida ficaria no Digital Asset Basic Act, que deve fortalecer a governança.

A proposta sustenta que exchanges de ativos digitais passem a ter padrões de governança equivalentes aos de infraestrutura financeira pública. O presidente da FSC, Lee Eog-weon, afirmou que o sistema atual de renovações a cada três anos precisa ser substituído por um regime de licença permanente.

Segundo a FSC, as leis atuais não cobrem questões de governança mais amplas, apenas AML e proteção ao investidor. O objetivo é abranger todo o ecossistema, desde provedores de serviços até participantes do mercado.

Proposta de teto de participação

A mudança busca alinhamento com padrões de regimes de mercados de capitais. A transição para autorização permanente elevaria o papel das exchanges a operadores próximos de infraestrutura pública, segundo a FSC.

O órgão também destacou riscos de concentração excessiva, que poderiam criar conflitos de interesse e comprometer a integridade do mercado. A comparação com bolsas de valores e sistemas de negociação é citada.

Reação do setor

Representantes de grandes exchanges criticam a medida, argumentando impactos ao desenvolvimento do setor de ativos digitais. Upbit, Bithumb e Coinone integram o consórcio que se manifestou contra.

Dunamu, controlador da Upbit, possui participação relevante em sua controladora; o Coinone envolve o fundador com participação expressiva. Tais situações figuram entre os cenários que o regulador pretende exigir ajuste.

Avanços e próximos passos

A divulgação ocorre no contexto de controles adicionais contra crimes financeiros relacionados a criptomoedas, com novas regras de viagem para transações menores que simplificavam a verificação de identidade.

A FSC disse que segue em diálogo com parlamentares sobre a lei proposta. A tramitação pode determinar se as exchanges terão de se adaptar a um regime de licenciamento permanente.

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