- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o México vai parar de enviar petróleo a Cuba, como parte de uma campanha de pressão.
- O México é o maior fornecedor de petróleo para Cuba, país que enfrenta constantes faltas de energia e apagões.
- Autoridades mexicanas não comentaram de imediato sobre a declaração, e o governo avalia a continuidade dos envios, temendo retaliações dos EUA.
- O governo cubano disse que a assistência é humanitária e não busca confrontos, informou que enviará outros itens na próxima semana.
- As tensões entre Washington e Havana aumentaram após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, com Trump afirmando que Cuba é ameaça à segurança dos EUA.
Feb 2 – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o México deixará de enviar óleo para Cuba, como parte de uma campanha de pressão sobre o país caribenho. A declaração foi feita na Casa Branca, no Salão Oval, sem detalhar os motivos.
Segundo Trump, o México deverá cessar o envio de petróleo para Cuba. Não houve explicação adicional no momento da fala. Autoridades mexicanas não responderam ao pedido de comentário até a publicação.
O México é o principal fornecedor de petróleo para Cuba, que enfrenta escassez de energia e interrupções no fornecimento. Cuba depende de importações de derivados para geração de eletricidade, combustível e aviação, em meio a sanções e crise econômica desde anos.
Relação México-Cuba e tensões regionais
O governo de Claudia Sheinbaum já sinalizou a possibilidade de continuar enviando petróleo a Cuba por razões humanitárias, sem buscar confronto, porém mencionou que as entregas incluiriam também outros itens na semana seguinte. A decisão mexicana ocorre em meio a pressões dos EUA.
Havana e Washington permanecem em comunicação, ainda que não haja diálogo formal anunciado. Trump classificou Cuba como ameaça extraordinária à segurança dos Estados Unidos e já deixou claro que pode impor tarifas sobre exportações de países que enviem petróleo à ilha.
O que está em jogo
Analistas argumentam que Cuba pode enfrentar crise humanitária caso o abastecimento mexicano seja interrompido, já que outras nações podem não compensar a perda. A gestão brasileira de energia de Cuba depende de importações de derivados para manter a geração elétrica.
A administração mexicana, segundo relatos, avalia os riscos de retaliação norte‑americana diante de sua política de envio de óleo. Autoridades de Havana veem o gesto como ajuda humanitária, sujeito a ajustes conforme a evolução das relações com os EUA.
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