- Lula se reuniu com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, no Itamaraty, em Brasília, para tratar da agenda bilateral e global.
- Mishustin liderou a delegação russa na VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN).
- Lula destacou a necessidade de acompanhar as iniciativas pactuadas para que os dois países obtenham resultados concretos.
- O comércio bilateral tem potencial ainda não explorado; em 2025, a relação foi de US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.
- A nota conjunta destaca o compromisso com a parceria estratégica, o aumento da base econômico-comercial e a participação do Brasil na continuidade do BRICS, incluindo apoio à Presidência da Índia em 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, nesta quinta-feira em Brasília, no Palácio do Itamaraty. O objetivo foi tratar de temas da agenda bilateral e global, com foco na ampliação do comércio entre os dois países. Mishustin liderou a delegação russa, composta por ministros e dirigentes de agências.
A reunião ocorreu durante a VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, conhecida como CAN. Criada em 1997, a CAN é coordenada pelo vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e pelo chefe do governo da Rússia.
Segundo o Itamaraty, Lula destacou a importância de acompanhar as iniciativas pactuadas para que haja resultados concretos. Os dois lados concordaram que o comércio bilateral tem potencial ainda pouco explorado, independentemente do tamanho das economias.
Dados de 2025 mostram que o Brasil teve déficit na relação com a Rússia, com US$ 10,9 bilhões em trocas, sendo US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.
Parceria estratégica
Após a CAN, Brasil e Rússia divulgaram uma declaração conjunta reafirmando o compromisso de fortalecer a parceria estratégica. O documento cita a ampliação da base econômico-comercial e maior variedade da pauta, com produtos de alto valor agregado.
As partes ressaltaram a importância da cooperação no âmbito do BRICS, com a expectativa de apoiar a Presidência da Índia em 2026 e a realização da XVIII Cúpula do BRICS em Nova Delhi. Foi reforçado ainda o papel da região da América Latina como zona de paz.
O texto conjunto também enfatiza a solução pacífica de controvérsias e o respeito mútuo, em linha com a Declaração da CELAC de 2014. Brasil e Rússia destacaram o desejo de manter o diálogo aberto para avanços futuros.
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