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Lula discute ampliar comércio entre Brasil e Rússia com premiê russo

Lula discute ampliar o comércio Brasil–Rússia e fortalecer a parceria estratégica após a CAN, com foco em ampliar trocas e produtos de alto valor agregado

Presidente Lula se encontra com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, em Brasília — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula se reuniu com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, no Itamaraty, em Brasília, para tratar da agenda bilateral e global.
  • Mishustin liderou a delegação russa na VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN).
  • Lula destacou a necessidade de acompanhar as iniciativas pactuadas para que os dois países obtenham resultados concretos.
  • O comércio bilateral tem potencial ainda não explorado; em 2025, a relação foi de US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.
  • A nota conjunta destaca o compromisso com a parceria estratégica, o aumento da base econômico-comercial e a participação do Brasil na continuidade do BRICS, incluindo apoio à Presidência da Índia em 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, nesta quinta-feira em Brasília, no Palácio do Itamaraty. O objetivo foi tratar de temas da agenda bilateral e global, com foco na ampliação do comércio entre os dois países. Mishustin liderou a delegação russa, composta por ministros e dirigentes de agências.

A reunião ocorreu durante a VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, conhecida como CAN. Criada em 1997, a CAN é coordenada pelo vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e pelo chefe do governo da Rússia.

Segundo o Itamaraty, Lula destacou a importância de acompanhar as iniciativas pactuadas para que haja resultados concretos. Os dois lados concordaram que o comércio bilateral tem potencial ainda pouco explorado, independentemente do tamanho das economias.

Dados de 2025 mostram que o Brasil teve déficit na relação com a Rússia, com US$ 10,9 bilhões em trocas, sendo US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.

Parceria estratégica

Após a CAN, Brasil e Rússia divulgaram uma declaração conjunta reafirmando o compromisso de fortalecer a parceria estratégica. O documento cita a ampliação da base econômico-comercial e maior variedade da pauta, com produtos de alto valor agregado.

As partes ressaltaram a importância da cooperação no âmbito do BRICS, com a expectativa de apoiar a Presidência da Índia em 2026 e a realização da XVIII Cúpula do BRICS em Nova Delhi. Foi reforçado ainda o papel da região da América Latina como zona de paz.

O texto conjunto também enfatiza a solução pacífica de controvérsias e o respeito mútuo, em linha com a Declaração da CELAC de 2014. Brasil e Rússia destacaram o desejo de manter o diálogo aberto para avanços futuros.

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