- O especialista Manuel Furriela recomenda postura pragmática e evitar politizar a decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou parte do tarifaço de Donald Trump.
- A orientação é usar a decisão de forma prática nas negociações com os EUA, sem transformá-la em celebração pública.
- O governo brasileiro conseguiu restabelecer a proximidade com os EUA no âmbito do comércio, já que a economia americana depende de itens da cesta básica.
- Furriela destacou o mérito de Geraldo Alckmin pela aproximação entre Brasil e Estados Unidos.
- Ainda há obstáculos tarifários a resolver; o caminho é manter negociações contínuas, com diplomatas e membros do Ministério da Indústria e Comércio.
O Brasil deve adotar uma postura pragmática diante da decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar parte do tarifaço imposto durante a gestão de Donald Trump, segundo Manuel Furriela, especialista em direito internacional. A recomendação é usar o veredito apenas de forma prática, sem convertê-lo em discurso público de celebração.
Furriela afirmou que o governo brasileiro não pode se deixar levar por uma armadilha de retórica. Para ele, a decisão jurídica não deve servir de motivo para desgaste diplomático nem de justificativa para mudanças profundas na relação com os EUA.
Segundo o especialista, o foco deve permanecer nas negociações técnicas. O objetivo é manter as tratativas em curso, evitando politização e preservando o avanço comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Estratégia de negociação
A orientação é atuar com perfil baixo, sem grandes ataques ou elogios públicos, mantendo o diálogo aberto com autoridades americanas. O objetivo é consolidar acordos que contribuam para a retirada de barreiras tarifárias remanescentes.
Furriela ressaltou que o Brasil já recuperou parte da proximidade econômica com os EUA, que dependem de importações da cesta básica. A atuação pragmática é vista como fundamental para consolidar esse reequilíbrio.
Próximos passos e desafios
Ainda existem obstáculos tarifários a superar, segundo o especialista. A continuidade das negociações envolve diplomatas brasileiros e equipes do Ministério da Indústria e Comércio, reconhecidas pela competência de gestões recentes.
O cenário atual é descrito como favorável à manutenção de uma linha de contato técnico entre governo e indústria, visando reduzir tarifas e facilitar o comércio bilateral de forma gradual e estável. Fonte: UOL News.
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