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Porta-voz dos EUA nega influência de Flávio Bolsonaro em decisão publicada

Porta-voz do Departamento de Estado afirma que a classificação de CV e PCC como terroristas foi decisão do presidente dos EUA, sem influência de Flávio Bolsonaro

Governo dos EUA classificou as facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)
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  • A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, declarou que a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas não foi influenciada pelo senador Flávio Bolsonaro.
  • Roberson disse que a decisão coube somente ao presidente Donald Trump e à sua equipe, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio.
  • Segundo a porta-voz, as duas facções já tinham atividades identificadas em doze estados dos Estados Unidos, o que ajudou na tomada da medida.
  • Ela ressaltou que não há interferência política no Brasil relacionada às eleições de outubro e que a prioridade norte‑americana é a segurança e a economia do país.
  • Lula havia acusado Flávio Bolsonaro de articular com os Estados Unidos a decisão, chamando-o de traidor; Flávio Bolsonaro agradeceu a Trump e a Rubio pela categorização.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, negou que o senador Flávio Bolsonaro tenha influenciado a decisão dos EUA de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Segundo ela, a medida é de responsabilidade exclusiva da administração.

Roberson afirmou que o encontro entre Flávio Bolsonaro, o presidente Donald Trump e o secretário de Relações Exteriores Marco Rubio ocorreu apenas para solicitar a designação. A decisão, explicou, é tomada pela gestão norte-americana, com base em questões legais.

A assessora destacou que o CV e o PCC já tinham atividades identificadas em 12 estados dos EUA, o que motivou o ato do governo Trump. Não houve, segundo ela, qualquer abertura para intervenção política brasileira, especialmente nas eleições de outubro.

Afirmou ainda que a prioridade dos EUA é a segurança interna e a defesa da economia, ressaltando que o processo é uma ferramenta legal para agir contra grupos que atuam no país. Quem será o próximo presidente do Brasil continua decisão dos brasileiros.

Acusações de Lula

Pouco antes, o presidente Lula disse que Flávio Bolsonaro articulou com Washington a definição de terroristas, chamando o parlamentar de traidor ao lado de Rubio. Em resposta, Flávio Bolsonaro agradeceu a Trump e a Rubio pela categorização, sem comentar outras ações.

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