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DeepSeek perde fôlego em 2025 sob suspeitas de chips e espera por novo modelo

Nova geração do DeepSeek é adiada após críticas de desempenho; uso de chip proibido e incertezas sobre exportação marcam o futuro da aposta chinesa

DeepSeek e ChatGPT — Foto: Reuters
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  • A DeepSeek lançou, em 20 de janeiro, um assistente de IA que chegou a figurar no topo da App Store, concorrendo com o ChatGPT.
  • O lançamento da nova geração, DeepSeek R2, foi adiado para maio porque o CEO Liang Wenfeng não ficou satisfeito com o desempenho.
  • O ritmo de desenvolvimento é mais lento por a empresa ter uma estrutura menor, inclusive em relação aos chips usados para treinar IA, com suspeitas de uso do chip Blackwell da Nvidia.
  • A Nvidia disse não haver comprovação de desvio de chips; o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que permitiria a venda do chip H200 para a China sob condições de segurança.
  • O interesse no DeepSeek voltou a cair após o pico inicial, com dados de tendências de busca do Google indicando que não atingiu o mesmo entusiasmo do ChatGPT.

O DeepSeek, assistente de IA desenvolvido pela chinesa DeepSeek, ganhou atenção global no início de 2025 ao ser anunciado como concorrente do ChatGPT. O lançamento da nova geração, o DeepSeek R2, foi inicialmente previsto para maio, mas ficou atrasado devido a insatisfação do CEO Liang Wenfeng com o desempenho inicial.

Segundo reportagens, a empresa opera com estrutura menores que rivais, o que afeta a capacidade de processamento e o ritmo de desenvolvimento dos chips utilizados no treinamento de modelos. O atraso tem impacto direto na percepção do mercado e na expectativa de performance do que seria uma nova referência em IA.

No final de 2024, surgiram alegações de uso de um chip proibido no treinamento do DeepSeek, o Blackwell, produzido pela Nvidia. A empresa norte-americana afirmou não ter evidências de desvios, mas disse manter investigações sobre qualquer informação recebida. O contexto envolve restrições conhecidas dos EUA sobre exportação de componentes sensíveis para a China.

O DeepSeek foi lançado comercialmente em 20 de janeiro e rapidamente atingiu o topo da App Store, aponta dados de plataforma. No entanto, desde então, o interesse não se manteve estável em comparação com o ChatGPT, segundo tendências de busca. A empresa afirma que o custo de desenvolvimento foi de cerca de 5,6 milhões de dólares, em contraste com o que investiu a OpenAI no ChatGPT.

O episódio ficou conhecido como o “momento Sputnik” na pauta tecnológica, por lembrar o impacto inicial do lançamento do satélite russo. Desempenho de mercado: grandes companhias norte-americanas registraram perdas relevantes, refletindo a aposta global em IA.

O que aconteceu, quem está envolvido, quando e onde

O destaque inicial do DeepSeek ocorreu no começo de 2025, com anúncio e lançamento de um assistente de IA que prometia rivalizar com o ChatGPT. A empresa é liderada por Liang Wenfeng, que comandou a decisão de adiar o R2 por avaliação de desempenho.

Quando: lançamento da primeira versão ocorreu em janeiro de 2025; o atraso do R2 foi divulgado em junho. Onde: operação central da Deep Seek é a China; o tema ganhou repercussão global. Por quê: o foco era consolidar um modelo competitivo com custo menor, desafiando concorrentes norte-americanos.

Perspectivas e impactos

A maior parte da atenção se concentrou na comparação de custos e performance entre DeepSeek e ChatGPT. A fabricante chinesa indicou custos de desenvolvimento muito inferiores aos investimentos da concorrência, o que alimentou expectativas de competitividade com menor capex.

Três pontos devem acompanhar o tema: a evolução do desempenho do R2, possíveis esclarecimentos sobre o uso de chips proibidos, e a posição de reguladores e parceiros estratégicos diante de novas exportações de tecnologia de IA. As informações oficiais sobre investimentos e etapas futuras ainda são escassas.

Perspectivas regulatórias e de mercado

As tensões entre EUA e China permanecem como pano de fundo, com autoridades observando o uso de componentes sensíveis. A Nvidia ressaltou que não houve comprovação de desvio, enquanto Washington avalia a liberação de chips de tecnologia similar, sob regras de segurança nacional. A China, por sua vez, mira ampliar sua presença em IA com modelos locais.

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