- O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, mostrou-se alarmado com a ação militar dos EUA na Venezuela, dizendo que estabelece um precedente perigoso.
- A Venezuela e a Colômbia, com apoio de Rússia e China, solicitaram uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar do tema.
- O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, afirmou ao Conselho que a ação dos EUA viola a Carta da ONU e pode afetar a paz regional e internacional.
- O governo dos EUA justificar a ação como defesa própria, citando o Artigo 51 da Carta, e mencionou interceptações de navios e o bloqueio de embarcações sancionadas.
- O Conselho de Segurança realizou duas sessões sobre as tensões entre EUA e Venezuela nos últimos meses; ainda não há data marcada para a próxima reunião.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, manifestou profunda apreensão com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que ele considera estabelecer um precedente perigoso. A declaração foi feita por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, neste sábado, dias antes de uma possível reunião do Conselho de Segurança.
Venezuela e Colômbia, com apoio de Rússia e China, solicitaram que o Conselho de Segurança, com seus 15 membros, se reúna para discutir o episódio. A reunião ainda não tem data marcada. O ataque ocorrido na Venezuela gerou críticas de autoridades venezuelanas.
A embaixada venezuelana em Nova York afirmou que a operação foi realizada contra um país em paz e advertiu sobre implicações para a paz regional e internacional, citando a violação da Carta das Nações Unidas. O governo venezuelano também acusa de forma reiterada os EUA de atuar sem base legal.
O governo americano tem mantido ações na região para combater o que classifica como tráfico de drogas marítimo e ilícitos na costa venezuelana e no Pacífico. No mês anterior, Washington anunciou bloqueio de embarcações sujeitas a sanções, chegando a interceptar dois cargueiros com crude venezuelano.
A posição oficial dos EUA, defendida pelo embaixador norte-americano junto às Nações Unidas, sustenta que as ações são legítimas sob o Artigo 51 da Carta, que autoriza ações de defesa individual em caso de ataque armado. As informações indicam que o Conselho de Segurança discute o tema, sem previsão de conclusão.
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