- A Ucrânia chamou o embaixador da Hungria em Kyiv para protestar contra alegações de interferência de Kiev nas próximas eleições parlamentares húngas.
- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, intensificou as críticas a Kyiv, tentando associar o líder da oposição magiar, Peter Magyar, à Kiev e à Comissão Europeia.
- Zelenskiy e Orban trocaram provocações públicas, com o presidente ucraniano acusando indiretamente Orban de tentar “vender interesses europeus”.
- Orban chamou Zelenskiy de “um homem em posição desesperada” à medida que a guerra entre os dois países se intensifica.
- O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, criticou a protesta ucraniana e disse que os ucranianos devem se preparar para continuar interferência aberta nas eleições de abril a favor do partido de oposição Tisza.
A embaixada da Hungria em Kyiv foi convocada pela ministra das Relações Exteriores da Ucrânia nesta quinta-feira para protestar contra acusações de interferência de Budapeste na próxima eleição parlamentar húngara. A Ucrânia afirma que as críticas de Budapest tentam responsabilizar Kyiv pela campanha eleitoral.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, líder do Fidesz, intensificou as críticas à Ucrânia nas últimas semanas, buscando associar o opositor Péter Magyar à Kyiv e à Comissão Europeia conforme a eleição se aproxima. Orbán e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, trocaram ataques públicos, com Zelenskiy alegando que Orbán tenta, indiretamente, abrir mão de interesses europeus.
Orbán, no poder desde 2010, encara pela primeira vez um desafio significativo, com pesquisas apontando Magyar, do Partido Tisza de centro-direita, à frente em várias sondagens. O atual governo húngaro enfrenta três anos de estagnação econômica, o que intensifica a campanha eleitoral.
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, criticou a protesto ucraniano em rede social na quarta-feira, afirmando que os relatos indicam uma interferência aberta em favor do oposicionista Tisza nas eleições de abril. A Ucrânia alega que coopera com aliados para evitar qualquer desvio do processo democrático.
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