- A nova chefe da missão diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela, Laura Dogu, chega a Caracas neste sábado, 31, para dar início à retomada gradual das relações bilaterais.
- O rompimento entre os dois países ocorreu em 2019, quando Washington não reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro e apoiou o governo paralelo liderado por Juan Guaidó.
- Em 2023, Delcy Rodríguez anunciou medidas como anistia geral e o fechamento do Helicoide, centro de detenção denunciado por tortura, além de abrir a indústria petrolífera a investimentos privados.
- Diplomatas americanos de alto escalão viajaram a Caracas em 9 de janeiro para avaliar a reabertura da embaixada, com conversas frequentes entre Delcy Rodríguez e o secretário de Estado Marco Rubio e retornos de Trump.
- A frente venezuelana busca reabrir voos comerciais com os Estados Unidos e manter avanços na relação, enquanto a Justiça e direitos humanos seguem sob escrutínio e reformas são discutidas.
A nova chefe da missão diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela chega neste sábado 31 a Caracas, em meio a um processo de retomada gradual das relações bilaterais. O rompimento ocorreu em 2019, quando Washington não reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro e apoiou um governo paralelo liderado por Juan Guaidó.
Laura Dogu assume como encarregada de negócios, indicar uma liderança temporária até a definição de uma missão plena. O movimento faz parte de uma aproximação que envolve mudanças no setor petrolífero venezuelano e contatos frequentes entre autoridades americanas e a Venezuela.
A relação entre os dois países tem ficado menos rígida nos últimos meses, com Washington discutindo a reabertura de voos comerciais e o ambiente propício a investimentos privados no petróleo. Diplomatas de alto escalão já viajaram a Caracas para avaliar a retomada da embaixada, fechada desde 2019.
Avanços e conteúdos das negociações
Delcy Rodríguez, atual presidente sem eleição reconhecida pela oposição, anunciou medidas de anistia geral e apontou transformações no Helicoide, centro de detenção ligado aos serviços de inteligência. A medida é apresentada como passo para um novo clima político no país.
O governo venezuelano também busca reduzir críticas externas sobre o judiciário, com promessas de reformas para criar um sistema de Justiça mais independente. Organizações não governamentais e opositores mantêm vigilância sobre a implementação dessas mudanças.
Entre na conversa da comunidade