- O tratado Novo START expirou no dia 5, encerrando o último acordo de desarmamento nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia. Não há limites vinculantes entre as duas potências desde então.
- O acordo original estabelecia até 1.550 ogivas estratégicas e 800 lançadores por lado; as inspeções foram suspensas desde 2023 devido à ofensiva russa na Ucrânia.
- A comunidade internacional pressiona pela retomada das negociações para um novo marco regulatório que garanta estabilidade global, com o secretário-geral da ONU pedindo ação imediata.
- Nos Estados Unidos, o secretário de Estado indicou que qualquer novo acordo deve incluir a China, dada a dimensão de seu arsenal e seu ritmo de crescimento.
- Reações globais incluem cobranças da França pela responsabilidade russa, apelos da Igreja e da ICAN para manter limites existentes até um novo acordo, e abertura da Rússia para buscar vias de negociação.
A expiração do Tratado Novo START colocou o mundo em um estágio de incerteza nuclear. O acordo, o último ainda vigente entre EUA e Rússia para limitar arsenais estratégicos, terminou nesta quinta-feira, marcando um marco histórico desde a Guerra Fria. Pelos cálculos, as duas potências concentram mais de 80% das ogivas do planeta sem limites vinculantes.
O fim do pacto ocorreu após décadas de inspeções suspensas desde a ofensiva russa na Ucrânia, que já comprometia a eficácia do acordo desde 2023. O anúncio coincidiu com a proximidade de novas negociações para um quadro sucessor, amplamente defendido pela comunidade internacional.
O que aconteceu
A expiração do Novo START formalizou a ausência de limites para ogivas estratégicas entre Estados Unidos e Rússia. As condições de verificação mútua deixaram de existir, elevando as incertezas sobre o controle de armas. O tema já era alvo de pressão diplomática internacional.
Envolvidos
Pelo lado americano, a posição atual sinaliza a necessidade de incluir a China em quaisquer acordos futuros. O Secretário de Estado dos EUA enfatizou que limitações entre EUA e Rússia sem participação de Pequim não seriam suficientes para abarcar o cenário global.
Do outro lado, o governo russo declarou não reconhecer obrigações previstas no tratado, ainda que tenha reiterado disposição para negociações futuras com vistas à estabilidade estratégica. O presidente Vladimir Putin afirmou ao líder chinês Xi Jinping que a Rússia agirá com ponderação.
Quando e onde
A expiração ocorreu na quarta-feira, véspera de 5 de maio, conforme o calendário utilizado pela imprensa, em meio a declarações oficiais de Moscou. A agenda diplomática, que envolve reuniões de alto nível, busca um novo quadro regulatório para evitar uma corrida armamentista.
Por que importa
Especialistas apontam que o fim do acordo aumenta o risco de proliferação nuclear sem controles robustos. A comunidade internacional pressiona por negociações rápidas para evitar um vácuo jurídico na fiscalização de arsenais estratégicos.
Reações internacionais
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, classificou o fim como um momento grave para a paz e a segurança globais, ressaltando o risco elevado do uso de armas nucleares. Guterres pediu retorno imediato às negociações para estabelecer um novo regime de estabilidade.
Na Europa, França responsabilizou a Rússia pela perda de limites internacionais, destacando o impacto para os maiores arsenais do mundo. A Igreja Católica também reagiu, com apelos para não abandonar instrumentos de controle sem substituição eficaz.
Perspectivas
A comunidade internacional cobra um retorno rápido às negociações. A ideia é estabelecer um novo acordo com verificação confiável e, possivelmente, a participação de outras potências, incluindo a China, para tornar o regime mais abrangente e estável. Agências suplementares acompanham as informações oficiais.
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