- As negociações entre os EUA e o Irã em Genebra se estenderam pela noite, revelando brechas que mantêm a possibilidade de medidas militares.
- Washington exige garantias permanentes de que o enriquecimento de urânio seja limitado e de mecanismos de inspeção sob o olho da IAEA; Teerã defende enriquecimento de baixo nível sob supervisão da ONU após alguns anos.
- Há impasse sobre a dissolução permanente de três instalações nucleares e sobre o destino do estoque de urânio com alta pureza (60%), cuja localização exata é desconhecida.
- O Irã se recusa a negociar o programa de mísseis balísticos e sua influência regional, enquanto os EUA afirmou que o tema pode entrar na agenda futura.
- O Conselho de Segurança da IAEA, liderado por Rafael Grossi, está no centro das conversas para autenticar garantias de enriquecimento de baixo nível e verificar possíveis compromissos futuros.
O que aconteceu: negociações entre os EUA e o Irã sobre a desnuclearização de Teerã se estenderam pela noite, em Genebra, com lacunas aparentes entre as posições das duas partes. O objetivo é assegurar garantias permanentes de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, um tema central desde o acordo de 2015.
Quem está envolvido: lideranças americanas, sob negociação do principal garçom diplomático Steve Witkoff, e representantes iranianos, incluindo Abbas Araghchi. Mediadores omanianos tentam manter o canal aberto, enquanto o aparato diplomático busca manter as conversas em curso após interrupções para encontros com negociadores ucranianos.
Quando e onde: as conversas ocorrem em Genebra, na Suíça, e se prolongaram até a noite de quinta-feira, com várias sessões indiretas entre EUA e Irã. O contexto envolve uma pressão de Washington para que o Irã aceite desmantelar ou limitar fortemente seu enriquecimento de urânio, sob supervisão internacional.
Por quê: a discussão central gira em torno de garantias de enriquecimento, inspeções e o destino de instalações estratégicamente sensíveis. Os EUA desejam impedir que o Irã obtenha material suficiente para armas, mesmo que por meios limitados. O Irã pede que o direito à enrichição seja mantido sob controle internacional e rejeita medidas que impliquem o desmantelamento total.
Pontos de atrito relevantes: o Irã defende enriquecimento de baixo nível sob supervisão da ONU, acompanhando a posição de que instalações-chave não sejam totalmente desmontadas. A base do conflito envolve três grandes usinas — Fordow, Natanz e Isfahan — e o estoque de urânio enriquecido a 60%, com debates sobre como lidar com quantidades significativas já produzidas.
Papel da vigilância internacional: a presença do diretor-geral da IAEA, Rafael Grossi, ganha destaque para conferir a veracidade das garantias técnicas do Irã sobre o enriquecimento futuro. A IAEA avalia também o saldo de urânio com enriquecimento elevado e as opções de redução ou desvio para terceiros países.
Desfecho provável: o cenário permanece aberto, com potência de pressão militar que norteia a atmosfera de negociações. O governo de Trump já manteve alta mobilização de ativos na região, elevando a colocação de contingência militar em paralelo às tratativas diplomáticas.
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