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Carney afirma que o conflito com o Irã expõe falha da ordem internacional

Carney classifica o conflito no Oriente Médio como falha da ordem internacional; Canadá não foi consultado e defende rápida desescalada para preservar a paz

Canadian Prime Minister Mark Carney reacts as he enters a vehicle at Sydney Kingsford Smith Airport in Sydney, Australia, March 3, 2026. REUTERS/Hollie Adams
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  • O primeiro-ministro canadense Mark Carney chamou o conflito no Oriente Médio de “falha da ordem internacional” e disse que os EUA não consultaram aliados antes de atacar o Irã.
  • Forças americanas e israelenses lançaram ataques contra o Irã no fim de semana, após propostas sobre o programa nuclear iraniano terem entrado em impasse.
  • O conflito se espalhou, com ataques iranianos mirando países do Golfo e com Missões diplomáticas dos EUA na região sendo fechadas.
  • Carney afirmou que o Canadá não foi informado previamente nem convidado a participar; disse que o Canadá apoiava a ação para impedir que o Irã obtenha arma nuclear.
  • O premiê está em viagem pela Ásia-Pacífico, destacando a cooperação entre potências médias e a intensificação de laços com Austrália, Japão e Índia.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o conflito no Oriente Médio é uma falha da ordem internacional. Segundo ele, os Estados Unidos não consultaram aliados antes de atacar o Irã. A declaração foi feita durante visita à Austrália, em Sydney.

O ataque ocorreu no fim de semana, após negociações sobre o programa nuclear iraniano estagnarem. A ofensiva ampliou-se para além das fronteiras do Irã, com ataques iranianos a Estados do Golfo e à Embaixada dos EUA na Arábia Saudita e no Kuwait, levando Washington a fechar missões diplomáticas na região.

Carney ressaltou que o confronto atual demonstra falhas reiteradas da ordem internacional, apesar de resoluções da ONU, do trabalho da AIEA e de catálogos de sanções. Ele afirmou que o Irã continua como ameaça nuclear e que EUA e Israel agiram sem consulta à ONU ou aos aliados, incluindo o Canadá.

Desescalada e convivência entre potências

Em tom de apelo, o premiê pediu calma no Oriente Médio e respeito às regras de engajamento internacional por todas as partes, incluindo EUA e Israel. O Canadá informou que defende rápida desescalada e está disposto a ajudar a alcançar esse objetivo.

Ao ser questionado sobre comentários anteriores que apoiavam a Carta da ONU, Carney disse que as ações são inconsistentes com o direito internacional, mas caberá aos EUA e a Israel defender a legalidade das medidas adotadas. O premiê reiterou que o Canadá não foi informado com antecedência nem convidado a participar.

Papel das chamadas potências médias

Carney está em uma viagem pelo Pacífico, com paradas previstas no Japão e na Índia. Em Sydney, ele enfatizou que o Canadá busca fortalecer relações com outras chamadas potências médias, por meio de coalizões pontuais que atuam conforme interesses compartilhados.

O premiê destacou que Canadá pretende atuar em redes de cooperação, ao lado de parceiros que concordam em agir de forma coordenada, em vez de depender de grandes potências. O objetivo é promover segurança, comércio e tecnologia de forma colaborativa.

Segundo o escritório de Carney, Canadá trabalha para aprofundar cooperação com a Austrália em defesa, segurança marítima, minerais críticos, comércio e inteligência artificial, fortalecendo um eixo entre as duas nações.

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