- Tulsi Gabbard demitiu-se do cargo de diretora nacional de Inteligência dos Estados Unidos, com saída prevista para 30 de junho, alegando problemas de saúde do marido.
- A Casa Branca afirma que a demissão foi ordenada pelo presidente Donald Trump; Aaron Lukas assumirá o cargo de forma interina.
- Gabbard, ex-congressista de Hawái, nunca integrou o círculo de confiança de Trump e teve divergências com a narrativa da administração sobre o Irã.
- O diretor da Agência Central de Inteligência, John Ratcliffe, é apresentado como homem de confiança de Trump; Ratcliffe esteve à frente de ações recentes, como a reunião com autoridades cubanas sobre a crise humanitária.
- Durante o mandato, Gabbard coordenou vinte e uma agências de espionagem, com foco em segurança fronteiriça e luta antiterrorista, além de reduzir vazamentos externos.
Tulsi Gabbard entregou recentemente a demissão da diretoria de Inteligência dos EUA, alegando questões de saúde do marido. A assinatura do pedido ocorreu para que a posição fosse encerrada no dia 30 de junho. A Casa Branca afirma que a decisão partiu do presidente Donald Trump.
Gabbard, ex-congressista democrata, nunca integrou o círculo de confiança de Trump. Durante seu mandato, a chefe de inteligência concentrou esforços em fronteiras, segurança antiterrorista e redução de vazamentos. Na prática, não participou de decisões sobre Irã ou Venezuela.
Contexto e reação
A saída coincide com um momento em que Trump avalia novos bombardeios contra o Irã ou avanços nas negociações de paz. A chefe da inteligência não compartilhou a narrativa de Casa Branca sobre o Irã em reuniões do Conselho de Segurança Nacional.
Aaron Lukas, número dois da agência, assume de forma interina após a saída de Gabbard. Trump agradeceu o trabalho da ex-diretora e destacou a prioridade de acompanhar o estado de saúde do marido, diagnosticado com uma forma rara de câncer ósseo.
Historial e controvérsias
Gabbard, veterana da Guerra do Iraque, manifestou posições contrárias a guerras prolongadas. Em 2020, concorreu pelo Partido Democrata e, mais tarde, sinalizou apoio a Trump. A nomeação à frente da Inteligência ocorreu em fevereiro do ano anterior, após divergências com a gestão de investigações do governo.
A dirigente chegou a questionar relatos sobre o programa nuclear iraniano e participou de operações associadas a acusações de fraude eleitoral. Durante seu mandato, promoveu cortes de pessoal e priorizou a segurança nacional e a proteção de informações.
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