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Reino Unido emite ordens de remoção a quatro que chegaram ao atol de Chagos

Autoridades britânicas emitem ordens de remoção a quatro Chagossianos que desembarcaram em atol, complicando plano de cessão de soberania a Maurícia

FILE PHOTO: People protest outside the High Court where Chagossian campaigners are challenging the British government's deal to transfer sovereignty of the Chagos Islands to Mauritius, in London, Britain, October 28, 2025.
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  • Autoridades britânicas emitiram ordens de remoção a quatro chagossianos que desembarcaram nesta semana no atole Ilé du Coin, parte do atol Peros Banhos, no Arquipélago de Chagos.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido classificou a chegada como uma “manobra ilegal e insegura” que não ajudará o esforço conjunto com Maurícia para retomar visitas de patrimônio à região.
  • Segundo acordo de 2025, a soberania das ilhas de Chagos será transferida para Maurícia, mantendo o Reino Unido o controle da base aérea de Diego Garcia sob um contrato de arrendamento de noventa e nove anos.
  • O líder do partido Reform UK, Nigel Farage, afirmou que os quatro são britânicos buscando “reivindicar seu direito de nascimento” e que estuda vias legais de apoio, incluindo possíveis ações judiciais.
  • A ordem de remoção, dirigida aos indivíduos, foi emitida por um oficial de imigração do Território Britânico do Oceano Índico; retornar após a ordem pode constituir crime com pena de até três anos de prisão ou multa.
  • Até dois mil chagossianos foram removidos à força nas décadas de sessenta e setenta e reassentados, principalmente em Maurícia e no Reino Unido; o acordo é alvo de críticas entre alguns chagossianos.

Mais quatro membros da comunidade chagossa receberam ordens de remoção após desembarcarem nesta semana em um atoleiro remoto do Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico. O ato ocorreu na segunda-feira, no Ile du Coin, parte do atole Peros Banhos, com a expectativa de que mais gente se junte ao grupo em busca de um assentamento permanente. As autoridades britânicas classificaram o desembarque como uma manobra ilegal e insegura, destinada a complicar os planos de transição de soberania, parte de um acordo mais amplo com Mauritius.

A Embaixada Britânica e o Foreign Office afirmaram que a chegada não tem validade sob a lei local e que os indivíduos podem ser removidos. A autoridade de imigração do território britânico do Oceano Índico notificou formalmente cada um, alertando para crime de presença ilícita caso retornem. A pena pode chegar a três anos de prisão, mais multa, ou ambas.

A questão de soberania envolve um acordo assinado em 2025, que prevê a transferência da soberania de Chagos para Mauritius, mantendo sob controle uma base aérea estratégica em Diego Garcia por 99 anos em regime de arrendamento. A anunciada mudança governamental gerou críticas de parte da comunidade chagossa, que acusa Mauritius de negligência histórica; Maurício nega as acusações.

Segundo Nigel Farage, liderança do Reform UK, os quatro seriam britânicos que buscam reaver um direito de nascença, com possibilidades de apoio jurídico. Ele informou a imprensa que o governo britânico já notificou os envolvidos para cumprir as regras, sob risco de condenação caso não haja cooperação.

Contexto histórico aponta que até 2.000 chagosianos foram removidos à força durante as décadas de 1960 e 1970, sendo majoritariamente reassentados em Mauritius e no Reino Unido. A transferência de soberania, ainda em andamento, permanece sob observação internacional e gera debates sobre direitos dos habitantes e memória histórica.

Contexto legal e político seguem em curso, com avaliações de impactos humanitários e diplomáticos. O objetivo oficial é restabelecer visitas de patrimônio à região, conforme previsto no acordo de 2025, sem inviabilizar a futura relação entre Reino Unido, Mauritius e a comunidade local.

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